Com histórias de personalidades e anônimos, série do JN sobre Constituição vira livro

Redação Portal IMPRENSA | 06/10/2023 15:11
Exibida no Jornal Nacional no ano passado, a série de 23 episódios Brasil em Constituição, sobre a importância da promulgação da Constituição Federal em 1988, virou um livro homônimo que acaba de ser lançado. 

Escrita por Graziela Azevedo, Mônica Barbosa, William Bonner e Pedro Bassan, jornalistas que fizeram a série, a obra de 230 páginas reúne histórias e relatos de cidadãos anônimos, profissionais de áreas variadas e autoridades que ajudaram a escrever as páginas da Constituição de 1988.

“Todos vieram aos nossos estúdios e se sentaram na mesma cadeira que se sentaram os especialistas, os juristas que a gente ouviu, os ministros do Supremo. Todos se sentaram na mesma cadeira, porque a Constituição trata todo mundo de forma igual. Isso é simbólico realmente”, disse ao g1 a jornalista Mônica Barbosa, também diretora da série.
Crédito: Reprodução
Ela conta que a ideia de fazer o livro surgiu "porque não cabia tudo na televisão". "Era tanto material, tanta história boa, tanta história impressionante que a gente conseguiu reunir, que essas histórias estavam pedindo espaço para serem contadas", descreve Mônica. 

Pedro Bassan acrescenta que o livro também é baseado em um trabalho de garimpagem no acervo da Globo, revelando bastidores do jornalismo e histórias de como a Constituição mudou a vida das pessoas.

Boia-fria

Foi o caso de um personagem de uma matéria de 1984, que na época tinha 15 anos e era boia-fria em Ribeirão Preto, em São Paulo. Como quem procura uma agulha em um palheiro, a produção conseguiu localizá-lo nos dias de hoje, tendo como principal pista uma cicatriz em seu rosto. Trata-se de Benedito Sérgio, o seu Té, que foi ao estúdio e ficou emocionado ao se ver menino naquelas condições. 

"Ele tem a consciência de que a Constituinte foi um movimento para todos. Os filhos dele não cortaram cana. Quando você traz isso para a vida de cada um, você realmente torna viva a Constituição”, conta a jornalista Graziela Azevedo.

A equipe ressalta que a série de reportagens foi ao ar em um momento político em que a democracia estava sob ataque. E que essa foi uma forma de lembrar que a Constituição é o principal instrumento de defesa da nossa democracia.