Associação de jornalistas passa a integrar conselho de transparência e combate à corrupção do governo Lula

Redação Portal IMPRENSA | 18/05/2023 11:02
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) passou a integrar o Conselho de Transparência, Integridade e Combate à Corrupção (CTICC), que foi reinstituído esta semana pela Controladoria Geral da União (CGU), com base em decreto do presidente Lula.  

Em nota a entidade informou que terá assento no CTICC junto com outras organizações da sociedade civil que lutam pelo direito de acesso a informações públicas e pela fiscalização no combate à corrupção. 

A assinatura do decreto contou com evento no Palácio do Planalto, no qual foram destacados os 11 anos de vigência da Lei de Acesso à Informação (LAI). Na ocasião, Lula assinou outros decretos, incluindo um que regulamenta a LAI e garante proteção do nome da pessoa que faz o pedido de acesso à informação. 
Crédito: Reprodução
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De acordo com a CGU, a reinstituição do CTICC visa aumentar a participação da sociedade civil na sugestão de medidas de combate à corrupção e controle social da informação pública.

Desvios

Presidente da Abraji, Katia Brembatti ressaltou o papel do jornalismo na fiscalização do poder público e afirmou que a participação da entidade no CTICC "faz todo sentido" e visa "ajudar o Brasil a sair das posições derradeiras em rankings internacionais de desvios e má gestão do dinheiro público". 

Durante o evento de assinatura dos decretos, Lula afirmou que, antes da LAI, poucos profissionais da imprensa tinham acesso a documentos que deveriam ser públicos. "Eles dependiam, sobretudo, da boa vontade de agentes públicos que, de acordo com seus próprios critérios, decidiam o que podia e não podia ser mostrado. Hoje, o jornalista pode contar com mais informações oficiais, com maior qualidade, para assim exercer melhor o seu ofício de informar a população”, descreveu o presidente.

Por sua vez, o ministro da CGU, Vinicius Carvalho, disse que a ideia é fazer uma transição “da cultura do sigilo, do segredo, para uma cultura da transparência”.