Com ampla programação online e gratuita, 17º Congresso da Abraji abre inscrições

Redação Portal IMPRENSA | 04/07/2022 10:48
Começam nesta terça-feira (5) as inscrições para o 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Este ano, pela primeira vez haverá duas versões do evento. A primeira, online e gratuita, será realizada em 3 e 4 de agosto. A presencial e paga ocorre nos dias 5, 6 e 7, na Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), na capital paulista.

Na forma de cursos, oficinas, palestras e rodas de conversa, o evento vai debater temas como jornalismo de dados, agravamento da repressão a jornalistas em regimes autocráticos, proteção e segurança de jornalistas, desinformação e checagem, cobertura especializada, jornalismo local e independente, técnicas de investigação, podcasts, documentários, jornalismo colaborativo e investigativo e Lei de Acesso a Informação.
 
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Boa parte desses temas será abordada pelos mais de 20 palestrantes internacionais confirmados. Atuando em diferentes áreas do jornalismo, de veículos de notícias tradicionais a startups jornalísticas independentes, os profissionais são provenientes de países como Estados Unidos, Ucrânia, Argentina, Peru, França, Nicarágua, El Salvador, Rússia, México e Colômbia. 

Espionagem

Na versão online e gratuita estão confirmados nomes como Natalie Remøe Hansen, Erlend Ofte Arntsen e Kristoffer Kumar. Colegas no jornal norueguês VG, eles são autores de uma reportagem que deu origem ao documentário O Golpista do Tinder. Já Laurent Richard atua na Forbidden Stories, organização que trabalha para que as investigações feitas por jornalistas assassinados ou ameaçados seja continuada por colegas de outras partes do mundo. Lá ele dirige o Projeto Pegasus, que revelou o escândalo de milhares de ativistas e jornalistas espionados por governos.

Outros destaques dentre os participantes internacionais são as jornalistas ucranianas Katerina Sergatskova e Sevgil Musayeva, além da americana Julia Angwin, que investiga o impacto dos algoritmos na sociedade e a falta de transparência das grandes empresas de tecnologia. O papel dos perfis falsos de redes sociais como agentes de desinformação e a perseguição sofrida por jornalistas mulheres também serão debatidos nas palestras internacionais gratuitas. 

Invasão ao Capitólio

As sessões pagas (e presenciais) também contarão com palestras internacionais, incluindo a de Haley Willis, do New York Times. Ele vai contar como o jornal reconstruiu em seis meses de apuração a invasão ao Capitólio ocorrida em 6 de janeiro de 2021, quando o Congresso americano confirmou a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais. 

Já Ben Welsh, do Los Angeles Times, vai abordar a parceria do jornal com a Universidade de Stanford para coletar e analisar dados públicos difíceis de obter. Criadora da 19th News, Errin Haines vai falar sobre a organização focada na interseção de gênero, raça, poder e políticas públicas, enquanto o salvadorenho Carlos Dada, do jornal El Faro, e a nicaraguense Jennifer Ortiz falarão sobre ataques ao jornalismo em seus países.

Na grade de cursos com jornalistas internacionais, a argentina Gabriela Bouret, do La Nación, a colombiana Claudia Báez (Cuestión Pública/ Chicas Poderosas/ Pulitzer Center), o peruano Jason Martínez (Salud con lupa ), a norte-americana Jéssica Brice (Bloomberg) e um representante da Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP) serão os instrutores de mentorias sobre jornalismo de dados.

Dentre os jornalistas homenageados este ano, destaque para o brasileiro Rosental Alves, diretor do Knight Center for Journalism in the Americas.