Após ameaças, retaliação e assédio judicial, Congresso em Foco lança campanha para arrecadar R$ 250 mil

Redação Portal IMPRENSA | 23/06/2022 14:45
Tendo sido obrigado a ampliar gastos com a saúde mental e a segurança de membros de sua equipe, especialmente após ameaças decorrentes da recente publicação de uma reportagem sobre um esquema de produção de fake news em um fórum anônimo da internet (1500chan), o site de notícias Congresso em Foco lançou nesta quarta-feira (22) uma campanha de arrecadação na plataforma Catarse, que tem como meta o montante de R$ 250 mil. 

Além de cuidar da saúde mental da equipe e reforçar a segurança digital, física e patrimonial do veículo e de seus colaboradores, o dinheiro será destinado a aprofundar investigações jornalísticas sobre interferências indevidas no processo eleitoral. Também estão previstos gastos com assistência jurídica e a compensação de retaliações comerciais que a empresa alega ter sofrido após defender em editorial o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.
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"Fazer jornalismo independente sempre foi um desafio em 18 anos de existência (...) Nessas quase duas décadas, sofremos tentativas de intimidação e de estrangulamento comercial e assédio judicial, ações que pretendiam impedir o nosso exercício profissional. Mas nunca recebemos ameaças tão graves", diz trecho do texto de divulgação da campanha.

Ameaças de morte e de estupro

No caso do fórum anônimo 1500chan, o autor da reportagem, Lucas Neiva, e a editora Vanessa Lippelt foram ameaçados de morte e tiveram seus dados pessoais e de familiares vazados. Vanessa também foi ameaçada de estupro. Já o site sofreu sucessivos ataques digitais, que chegaram a deixá-lo fora do ar por horas.

A reportagem destacou uma postagem que incentivava a produção de fake news em favor do presidente Jair Bolsonaro, para influenciar as eleições de outubro. Do tipo imageboard, o fórum permite que internautas se comuniquem sem identificação. Além de mensagens de apoio a Bolsonaro, o fórum é repleto de ataques a movimentos sociais, conteúdos racistas e antissemitas e teorias da conspiração. O boletim de ocorrência do caso foi registrado na 9ª Delegacia de Polícia de Brasília. 

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