Julgamento de acusados de matar radialista em Goiânia é adiado pela quarta vez

Redação Portal IMPRENSA | 14/06/2022 16:47
O julgamento dos acusados de participar do assassinato do radialista Valério Luiz, morto a tiros em julho 2012, em Goiânia, foi adiado pela quarta vez nesta terça-feira (14), após um dos jurados, que deveria ficar incomunicável, passar mal e buscar ajuda médica. O novo julgamento foi marcado para dezembro de 2022.

O jurado rompeu o isolamento depois de sofrer uma infecção alimentar. Em vez de acionar o encarregado pela segurança do conselho de sentença, ele foi para casa. Ao ser comunicado a respeito, o juiz Lourival Machado da Costa anunciou o cancelamento do julgamento, que havia sido iniciado na segunda-feira.
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Cena do crime e no detalhe Maurício Sampaio, apontado com mandante do assassinato do radialista
Entre os réus está Maurício Sampaio, ex-vice-presidente e atual vice-presidente do Conselho de Administração do clube Atlético-GO.

Motivação

O jornalista foi assassinado aos 49 anos, quando saía da rádio em que trabalhava. Segundo denúncia do Ministro Público, o crime foi motivado por críticas feitas pelo radialista à diretoria do Atlético-GO. 

Além de Sampaio, apontado como mandante, os réus são Urbano de Carvalho Malta, Ademá Figueiredo Aguiar Filho, Marcus Vinícius Pereira Xavier e Djalma Gomes da Silva.

O último adiamento do júri popular havia ocorrido em abril de 2019, devido a argumentos como precariedade de dormitórios para os jurados, falha no fornecimento de alimentos, falta de cadeiras confortáveis e até espaço limitado. O júri foi então remarcado para 2020, mas acabou adiado novamente, desta vez por conta da pandemia.

Filho da vítima, o advogado e assistente de acusação do Ministério Público de Goiás (MPGO) Valério Luiz Filho lembra que o crime ocorreu quando o Atlético-GO estava na lanterna do Campeonato Brasileiro e tinha perdido o Campeonato Goiano para o Goiás Esporte Clube.

Nesse contexto, Valério Luiz vinha fazendo várias críticas à diretoria, que levaram o clube a proibir a entrada em suas dependências de todos os jornalistas que trabalhavam com o radialista. A proibição foi anunciada em uma carta assinada por Maurício Sampaio. Duas semanas depois da carta, Valério Luiz foi assassinado quando saía da radio.

A Polícia Civil concluiu, em fevereiro de 2013, que os cinco réus participaram do crime. O inquérito possui mais de 500 páginas e mais um volume com provas técnicas contra os suspeitos.