Eventos em memória de Tim Lopes marcam 20 anos do assassinato do jornalista

Redação Portal IMPRENSA | 01/06/2022 13:00
Completados nesta quinta-feira (2), os 20 anos do assassinato do repórter investigativo Tim Lopes motivaram eventos organizados por amigos, parentes e entidades de defesa do jornalismo e da liberdade de imprensa.

Um deles é uma cerimônia religiosa no Santuário Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. Já a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJPMRJ) realizam um encontro em memória de Tim Lopes no auditório da ABI, no Rio, que terá transmissão ao vivo no YouTube. 
Crédito:Reprodução
Tim Lopes, um dos precursores do jornalismo investigativo no país
Repórter da Globo, Tim Lopes foi sequestrado, torturado e executado por traficantes, no Complexo do Alemão, quando produzia uma reportagem no local. O crime chocou o país, obrigou meios de comunicação a oferecer condições mais seguras para o exercício da profissão e estimulou a criação, também em 2002, da Abraji.

Contexto político

À própria Abraji, Tânia Lopes, irmã do jornalista, lembra que ele deixou um legado incontestável para a imprensa nacional e foi um dos principais precursores do jornalismo investigativo no país. "Com o contexto  político que vivemos hoje no Brasil, de retrocesso e perdas de direitos duramente conquistados, mais do que nunca, meu irmão deve ser lembrado e homenageado.”

Já Marcelo Beraba, membro do Conselho Curador e primeiro presidente da Abraji, acredita que Tim hoje estaria na linha de frente combatendo "a violência que atinge o jornalismo, os jornalistas e as instituições democráticas". "Ao mesmo tempo, sei que ele estaria orgulhoso das dezenas de iniciativas criadas ao longo destes 20 anos por jovens repórteres e comunicadores pobres das nossas favelas e periferias."