Assassinatos de jornalistas na Ucrânia e em Honduras repercutem na imprensa internacional

Redação Portal IMPRENSA | 30/05/2022 17:41
Dois assassinatos de jornalistas estrangeiros ganharam as manchetes internacionais nesta segunda-feira (30). O primeiro foi do repórter francês Frédéric Leclerc-Imhoff, que morreu nesta segunda em um ataque da Rússia em Luhansk, no leste da Ucrânia.

Segundo o presidente da França, Emmanuel Macron, Leclerc-Imhoff, que era repórter do canal de televisão francês BFM, morreu quando os russos atacaram um carro blindado do Exército ucraniano que retirava soldados e civis que haviam ficado no meio de um fogo cruzado em Luhansk. 
Crédito: Reprodução
Jornalista francês Frédéric Lecrerc-Imhoff foi morto na Ucrânia por ataque russo durante operação humanitária
Não há notícias se houve mais vítimas. Após o ataque, a retirada de civis da região foi suspensa. Ministra de Relações Exteriores da França, Catherine Colonna exigiu uma investigação "o mais rápido possível e com transparência sobre as circunstâncias do caso".

Honduras

Já em Honduras, o jornalista Ricardo Alcides Avila, de 25 anos, morreu neste domingo (29), em um hospital da capital Tegucigalpa, depois de ter sido baleado na cabeça quatro dias antes por homens não identificados no sul do país.

Quarto profissional de imprensa assassinado em Honduras em 2022 e o número 97 desde 2001, Avila era jornalista e cinegrafista do canal de televisão e rádio Metro, que fica na cidade de Choluteca, localizada a 85 km ao sul da capital.
 
Na manhã em que foi baleado, ele se deslocava de sua casa, na comunidade de Santa Cruz, para o trabalho, em Choluteca, quando foi interceptado por pistoleiros que atiraram à queima-roupa.

A polícia anunciou que ele foi vítima de uma ação criminosa comum, mas defensores da liberdade de imprensa hondurenhos contestam a versão, lembrando que sua mochila foi encontrada no local do crime com 9.000 lempiras (cerca de 367 dólares), seu celular, documentos pessoais e chaves. A motocicleta em que viajava tampouco foi levada.

Dias antes de ser baleado, Avila contou a colegas de trabalho que teve que trocar de telefone porque acreditava que havia sido "hackeado".

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