Em uma semana, três jornalistas são assassinadas na AL em decorrência de suas atuações profissionais

Redação Portal IMPRENSA | 13/05/2022 14:36
Três jornalistas foram assassinadas na América Latina esta semana em decorrência de suas atuações profissionais. Duas mortes ocorreram no México, na segunda-feira (9), e uma no Chile, nesta quinta-feira (12). 

No país sul-americano, a jornalista Francisca Sandoval, que trabalhava no site de notícias Señal 3 La Victoria e havia sido baleada enquanto cobria uma manifestação do Dia do Trabalho em Santiago, morreu aos 30 anos depois de 12 dias internada. 

Ela foi uma das três pessoas feridas a tiros durante confrontos ocorridos no dia 1 de maio, na capital chilena, entre comerciantes e manifestantes. A jornalista foi baleada no rosto e não resistiu a uma lesão cerebral. Três pessoas foram presas acusadas dos disparos.
Crédito: Reprodução Twitter
Jornalistas mexicanas do site Veraz foram assassinadas em 9 de maio após denúncias contra autoridades policiais
Já no México, país que vem sendo sucessivamente considerado o mais perigoso do mundo para a atuação de jornalistas, a repórter televisiva Yesenia Falconi e a cinegrafista Sheila Johana García foram assassinadas na cidade de Cosoleacaque, também vítimas de disparos de arma de fogo.

Crime organizado

O crime ocorreu quando elas estavam do lado de fora de uma loja de conveniência e homens armados se aproximaram e atiraram à queima-roupa. Yesenia recentemete denunciou irregularidades na polícia mexicana e o envolvimento de oficiais com o crime organizado.

As jornalistas trabalhavam no site de notícias Veraz, que atua no sul do estado de Veracruz. Em entrevista à mídia local, a mãe de Yesenia disse que sua filha já havia recebido ameaças e vinha sendo perseguida.

Governador de Veracruz, Cuitláhuac García Jiménez determinou que a Procuradoria do Estado investigue os crimes. Outros 35 jornalistas foram assassinados no México desde o início do governo do atual presidente, Andrés Manuel López Obrador.

Para a Comissão Estadual de Atendimento e Proteção aos Jornalistas (CEAPP, na sigla em espanhol), a atividade jornalística de ambas as comunicadoras motivou  o crime.