Com STF, ANJ lança exposição sobre importância do jornalismo para democracia

Redação Portal IMPRENSA | 05/05/2022 17:48
Reunindo uma série de peças publicitárias sobre a importância do jornalismo para a democracia, a exposição “Liberdade & Imprensa: o papel do jornalismo na democracia brasileira” foi aberta nesta quinta-feira (5), em Brasília.

Realizada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF), a mostra ocupa o Museu do STF e conta com 20 painéis que reproduzem anúncios publicados pelos jornais associados da ANJ. 

Todas as peças selecionadas destacam o papel da liberdade de imprensa no fortalecimento e preservação da democracia. Exatamente por isso, o local escolhido para sediar a exposição é o STF, reconhecido guardião da Constituição e da democracia.
Crédito:Rosinei Coutinho/SCO/STF
Marcelo Rech, da ANJ, e o ministro Luiz Fux, do STF, observam peça publicitária: sem imprensa livre não há democracia
Durante a cerimônia de abertura da exposição, Marcelo Rech, presidente da ANJ, destacou que a liberdade de imprensa não beneficia jornalistas ou veículos de notícias, mas sim toda a sociedade.

Guerra na Ucrânia

“É a essa sociedade que a imprensa presta contas, por ela é mantida e para ela exerce seu essencial e constante papel de vigilante para as distorções, desvios, injustiças, falhas e desacertos, propositais ou não, de poderes, governos, empresas, partidos, organizações, instituições – desde uma denúncia de inépcia em uma pequena prefeitura do interior até as mais altas autoridades do país.”

Fazendo referência à guerra na Ucrância e ao endurecimento da perseguição do Kremlim à imprensa russa, Rech observou que o jornalismo ajuda a evitar que regimes autocráticos conduzam seus povos por aventuras beligerantes, carnificinas e sofrimento em larga escala. “A Rússia e o povo russo, uma nação com uma história de sacrifícios, são hoje a experiência viva do que emerge dos subterrâneos quando morre a liberdade de imprensa.”

A cerimônia também teve discurso do presidente do STF, ministro Luiz Fux. Ele ressaltou que a imprensa não pode sofrer nenhuma forma de censura ideológica, política ou artística e que em países onde a imprensa não é livre, a democracia é uma "mentira" e a Constituição uma "mera folha de papel”.

Fux também destacou a importância do trabalho da imprensa no combate à desinformação, especialmente em ano eleitoral. Segundo ele, a imprensa impede a propagação de mentiras, permitindo que o eleitor possa “proferir seu voto bem consciente e bem informado nas eleições”.