UNESCO: 86% dos assassinatos de jornalistas ficam sem solução

Redação Portal IMPRENSA | 06/01/2022 10:54
Um relatório divulgado hoje pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apontou que 87% dos 1.284 assassinatos de jornalistas registrados em todo o mundo desde 2006 continuam sem solução. 

Em um comunicado, Audrey Azoulay, diretora-geral da organização, afirmou que em 2021, "mais uma vez, muitos jornalistas pagaram o maior preço por expor a verdade". 
Crédito:Pixabay
Crimes contra jornalistas continuam sem solução
Crimes contra jornalistas continuam sem solução
Audrey disse que 2021 teve "o menor número de mortes anuais em mais de uma década". Ao todo, segundo dados do Observatório de Jornalistas Assassinados da organização cultural da ONU, 55 profissionais perderam a vida.

"A impunidade para esses crimes continua sendo generalizada", destaca o comunicado. 

A América Latina e o Caribe foram apontados como regiões mais críticas para o trabalho da imprensa. Essa constatação já havia aparecido nos relatórios da ONG Repórteres Sem Fronteiras, da Federação Internacional de Jornalistas e da Fundamedios. 

Os locais ficaram ao lado da região Ásia-Pacífico como os que mais tiveram homicídios no ano - 14 e 23, respectivamente. O alto índice de encarceramento, agressões, assédio e intimidações também foi ponto abordado pela Unesco no texto. 

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