Quarenta e cinco jornalistas foram assassinados em 2021, aponta relatório da FIJ

Redação Portal Imprensa | 03/01/2022 17:23
Repercutindo dados publicados pela Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) em 31 de dezembro, a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) divulgou nesta segunda, 3 de janeiro, um levantamento sobre jornalistas e trabalhadores de mídia assassinados em consequência de seu trabalho durante 2021.

Realizado em 20 países, o trabalho concluiu que 45 profissionais foram mortos no ano passado em incidentes relacionados à sua atividade na área de comunicação.

A cifra é uma das mais baixas desde que a FIJ começou a publicar esse relatório anual, em 1991. Em 2020, 65 jornalistas foram assassinados nos países pesquisados.
Crédito: Reprodução FIJ

Embora a queda soe como uma boa notícia, o relatório destaca que a violência contra jornalistas e comunicadores continua em níveis críticos no Afeganistão, onde houve 9 mortes de profissionais da área em 2021, e em outros países que lideram o ranking de assassinatos, incluindo México (8 mortes), Índia (4) e Paquistão (3).

No ano passado, a região da Ásia-Pacífico liderou o triste ranking, com 20 assassinatos de jornalistas no total, seguida por América (10), África (8), Europa (6) e Oriente Médio e mundo árabe (1). 

Ainda segundo a FIJ, desde 1991, 2.721 jornalistas foram assassinados em todo o mundo em consequência de seu trabalho.

Cartéis

O relatório destaca ainda que jornalistas e trabalhadores da mídia são assassinados com mais frequência por denunciarem corrupção, crime e abuso de poder.

Outra conclusão, que já havia sido corroborada em edições anteriores, é que vem diminuindo o número de jornalistas mortos na cobertura de guerras e em áreas de conflitos armados, enquanto aumentam os assassinatos de profissionais que cobrem temas como segurança pública, cartéis e tráfico de drogas.  

No caso das guerras, o relatório aponta que menos profissionais de mídia têm realizado a cobertura in-loco, tendência que vem diminuindo o número de mortes. Por sua vez, as ameaças do crime organizado aumentam e estão por trás de muitos dos assassinatos de jornalistas no mundo hoje.