Sede do jornal Clarín é atacada com bombas de fabricação caseira

Redação Portal IMPRENSA | 23/11/2021 20:44
A sede do jornal Clarín, da Argentina, foi atacada por ao menos nove criminosos na noite de ontem. O veículo, que é o maior do país, está localizado em Buenos Aires, na Argentina. 

Os encapuzados pararam em frente a um prédio vizinho por volta das 23h, e atiraram cerca de 8 coquetéis molotov em direção ao prédio. O coquetel molotov é um explosivo de fabricação caseira, feito à base de uma mistura de líquidos inflamáveis. 

"Atacaram o prédio do Clarín com coquetéis Molotov", noticiou o jornal. "Ao menos nove pessoas jogaram entre sete e oito bombas no prédio".
Crédito:Reprodução/Clarín
Chamas causadas pelas bombas caseiras na sede do Clarín, em Buenos Aires
Chamas causadas pelas bombas caseiras na sede do Clarín, em Buenos Aires
A primeira garrafa jogada no jornal não explodiu. A segunda, no entanto, caiu em uma árvore, e resultou nas primeiras chamas. Os suspeitos fugiram e ninguém se feriu.

Segundo o jornal, as bombas deixaram apenas marcas escuras de combustível no chão. Poucos minutos depois, os bombeiros chegaram no local, mas o fogo já havia se apagado. 

O juíz federal que investiga o caso afirmou que set rata uma "intimidação pública". Os peritos encontraram digitais em uma das garrafas. 

O Clarín se manifestou nas redes sociais. ""Na noite de segunda-feira um grupo de pessoas atacou a sede do diário e do Grupo Clarín na rua Piedras, 1743, na cidade de Buenos Aires. Lamentamos e condenamos este grave incidente que a primeira vista parece ser uma expressão violenta de intolerância contra um meio de comunicação. Esperamos urgentemente esclarecismos e punições".

Alberto Fernández, presidente da Argentina, repudiou o ataque em posts no Twitter. "Quero expressar nosso repúdio ao episódio registrado em frente à sede do diário Clarín. A violência sempre perturba a convivência democrática. Esperamos que os acontecimentos sejam esclarecidos e que os autores sejam identificados pela investigação que está em curso", escreveu. 

Maurício Macri, ex-presidente do país, também condenou o episódio. "O ataque ao Clarín é uma tentativa gravíssima de amedrontar o veículo e toda a imprensa. Um fato inaceitável que lembra as práticas violentas do passado. Repudio essa agressão e envio minha solidariedade. Que o governo e a Justiça esclareçam o que ocorreu e detenham os responsáveis."

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