Bolsonaro ironiza paralisação de jornalistas e diz que todos pagam preço do 'fique em casa'

Redação Portal IMPRENSA | 12/11/2021 10:50
O presidente Jair Bolsonaro ironizou a paralisação organizada por jornalistas de diversos veículos do país que reivindicavam um reajuste salarial de 8,9% para a categoria. 

Em sua live realizada ontem (11), ele sugeriu que os profissionais "ficassem em casa". A fala é uma referência à divulgação das políticas de isolamento social orientadas pelas organizações de saúde. 
Crédito:Alan Santos/PR
Vídeos do presidente Bolsonaro foram removidos do Youtube
"Estou vendo aqui jornalista da Globo, Folha e Estado de S.Paulo pedindo reajuste de 9% para 'todes', é isso mesmo? Para 'todes'. Vamos aderir aqui à linguagem deles, afinal de contas... Um conselho para vocês: fica em casa, pô. Vocês não recomendaram esse tempo todo para o povo trabalhador? Fica em casa", disse. 

Para o presidente, a imprensa e "todo mundo está pagando o preço alto" das políticas de restrições. "As consequências daquela história que vocês, imprensa, falaram tanto do 'fica em casa e a economia a gente vê depois' está servindo também para a imprensa, todo mundo está pagando o preço algo em cima disso", afirmou. 

Desde o início da pandemia, autoridades sanitárias de todo o mundo orientam que o isolamento social é uma das principais ferramentas no combate à covid-19. O presidente, no entanto, se colocou contra a decisão. 

"Inflação está aí no mundo todo, inclusive alguns produtos [estão em] desabastecimento. A gente pede a Deus que não se agrave ainda mais esse problema", afirmou Bolsonaro, dizendo que a inflação não é um problema apenas no Brasil. 

No país, no entanto, o índice chegou aos 8,24% no acumulado do ano segundo o IBGE. Em 12 meses, a taxa foi de 10,25% a 10,67%, o maior patamar desde janeiro de 2016. 

O presidente também citou a imprensa ao comentar a prorrogação da desoneração da folha de pagamento de alguns setores da economia. 

"Nessa de desoneração de folha, os grandes interessados são os órgãos de imprensa, televisões. Vai ser estendido para vocês também. Não há da nossa parte perseguição aqui para com a imprensa brasileira."

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