Generosidade com colegas e novatos marcou trajetória da colunista política Cristiana Lôbo

Redação Portal IMPRENSA | 11/11/2021 17:35
Num ambiente profissional de alta competição como o jornalístico, a colunista de política Cristiana Lôbo, que morreu em São Paulo aos 64 anos nesta quinta-feira, 11 de novembro, destoava pela generosidade com que acolhia colegas novatos em Brasília.

Veterana no dia a dia do jornalismo político no Congresso, Palácio do Planalto, tribunais superiores e ministérios, Cristiana Lôbo atuou no jornalismo por mais de 30 anos. Começou a carreira cobrindo a política do estado de Goiás, onde nasceu, até se mudar para Brasília.
Crédito:Reprodução G1/Zé Paulo Cardeal

A generosidade transparecia no gosto por introduzir colegas no ambiente da cobertura dos poderes e no costume de  convidar jornalistas de veículos impressos, muitos sem experiência com a televisão, para participar de seu programa na GloboNews, o Fatos e Versões.

Foi assim que nomes como Valdo Cruz, Andréia Sadi e Natuza Néri acabaram contratados pela emissora.

Antes de ir para a TV, Cristiana Lôbo foi setorista dos Ministérios da Saúde e da Educação pelo jornal O Globo, onde também trabalhou na coluna Panorama Político. Depois de 13 anos no veículo, assumiu a coluna política do jornal O Estado de S. Paulo.

A estreia na televisão foi na GloboNews, em março de 1997, quando passou a integrar o time de comentaristas do Jornal das Dez. Só depois comandou na emissora o programa Fatos e Versões. Também escreveu a coluna Bastidores da Política, no G1.

Ao site Memória Globo, Cristiana relembrou momentos marcantes de sua carreira, como a cobertura da campanha Diretas Já, em 1984, do governo do ex-presidente José Sarney e da passagem de governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cristiana Lôbo também integrou o "Meninas do Jô", quadro do programa de Jô Soares na TV Globo que começou em 2006 e reunia jornalistas para debater a política no país.

Tratando um mieloma múltiplo, Cristiana foi internada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, por conta de uma pneumonia. Ela deixou o marido, Murilo, dois filhos, Gustavo e Bárbara, e dois netos, Antônio e Miguel.