Jornalistas de SP aderem a paralisação histórica por reposição de perdas salariais

Redação Portal IMPRENSA | 10/11/2021 17:48
Em mobilização simbólica, o Sindicato e jornalistas do Estado de São Paulo realizaram nesta quarta-feira, 10 de novembro, uma paralisação de duas horas para reivindicar reposição salarial de 8,9%. O ato começou às 16h, com postagens de profissionais de diferentes veículos de imprensa acompanhadas das hashtags #jornalistasvãoparar e #jornalistassalvamvidas.

Repórter do Valor Econômico, Ana Luiza de Carvalho celebrou no Twitter a adesão ao movimento. “Nesse momento, somos mais de 250 jornalistas de vários veículos paralisados, reivindicando a recomposição inflacionária em nossos salários.”
Crédito: Reprodução Twitter

Repórter da Folha de São Paulo, onde mantém o blog Vidas Negras Importam, Matheus Moreira afirmou que não está “fácil pagar energia elétrica, gasolina, carne e botijão de gás”. “Jornalistas também fazem tudo isso, por isso paramos!”  

O deputado Marcelo Freixo também manifestou-se a favor da reposição salarial. “Quem defende a liberdade de imprensa apoia a luta dos jornalistas por melhores salários.” 

Reposição pela inflação

Segundo a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os jornalistas de São Paulo estão há cinco meses negociando a Convenção Coletiva de jornais e revistas da capital. O objetivo da categoria é recompor os salários pela inflação do período de junho de 2020 a maio de 2021 (8,9%) registrada pelo INPC.

Após a realização de assembleias, as empresas propuseram reajuste de 4,45% para salários até R$ 10 mil, valor fixo de R$ 445 para os demais salários e retirada da Convenção Coletiva de Trabalho de uma cláusula de multa de quase R$ 800. O reajuste seria pago a partir de 1º de agosto, de maneira retroativa. 

Em assembleia com quase 200 jornalistas, realizada no último dia 29 de outubro, foi reafirmada a contraproposta de reajuste de acordo com as perdas inflacionárias de 8,9% e a paralisação por duas horas.

Embora seja considerada simbólica, a paralisação também é tida como histórica para a categoria, que há muito não fazia algo do gênero. “Mas graças à união crescente das e dos colegas de diferentes redações, as condições para mobilizações concretas se fortalecem a cada dia”, disse em nota o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP).