Encontro Internacional de Jornalistas da Diáspora Africana terá participação de grandes nomes da comunicação

Denise Bonfim | 29/10/2021 10:52
Profissionais renomados da comunicação de todo o mundo se reunirão de forma virtual para discutir a inovação na comunicação e analisar suas perspectivas para o futuro. Promovido pela Rede de Jornalistas Pela Diversidade, o evento contará com a participação de nomes já conhecidos do público no Brasil, como a apresentadora da CNN Luciana Barreto, da CNN, Alinne Prado, da Rede TV, e Mariana Bispo, da Record, e outros expoentes da profissão, como Deandrea Hamilton, da CBS One Caribean, e Licínio Januário, diretor do canal de streaming Wolo TV, focado na população negra. 

Segundo Marcelle Chagas, coordenadora do evento, o Encontro é aberto para todos que queiram se engajar na evolução da comunicação. 
Crédito:Reprodução
Inscrições estão abertas para o Encontro Internacional de Jornalistas da Diáspora Africana
"Todo mundo pode participar. Quem se interessar pelo bom jornalismo, por inovação nos processos de comunicação, que se identifica pela temática. É gratuito, aberto, justamente para que mais pessoas tenham acesso, para que a gente consiga fazer que a discussão seja com envolvimento cada vez mais da sociedade como um todo. Estão todos super convidados para o evento", conta. 

Mais que uma iniciativa de inclusão para profissionais negros e indígenas no mercado de trabalho - princípio inicial da Rede, o encontro foi criado para proporcionar uma troca entre profissionais sobre o que tem sido feito na comunicação em diversas partes do mundo, diz Marcelle. 

"Em 1º lugar, refletir e analisar, para que a gente possa aplicar [essas iniciativas] aqui no Brasil. É extremamente relevante. Para a comunidade negra, mais relevante ainda, porque estamos reunindo os poucos profissionais que temos, que são representativos dentro da profissão, e ainda conseguimos reunir de outras partes do mundo", afirma. 

"É, sem dúvida, um evento extremamente importante, que vai permitir troca, vai permitir o estreitamento das relações e a realização de outras ações futuramente aqui no Brasil e no exterior. É um encontro de inovação. Estamos pensando um pouco a partir do que tem acontecido hoje, e o como podemos ampliar e melhorar". 

Marcelle também é o nome à frente da Rede, uma coalizão de jornalistas negros que nasceu em 2018 com objetivo de consolidar a presença de negros e indígenas nas grandes empresas de comunicação, estabelecendo novas relações e possibilitando o networking desses profissionais. 

Atualmente, a organização, que conta com mais de 200 profissionais, trabalha em três frentes: empregabilidade, representatividade e oportunidade.  "São os três pilares que buscamos desenvolver", aponta Marcelle.

A Rede visa dar visibilidade e protagonismo aos profissionais, com um banco de talento gratuito que os une à empresas. O desenvolvimento também é um objetivo. Recentemente, a Rede promoveu um programa de mentoria gratuito em parceria com o IGD-RH, além de oferecer cursos de inglês com descontos a partir de parcerias. 

Marcelle conta que mesmo durante a pandemia, os projetos não pararam. 

"A pandemia atrapalhou um pouco o desenvolvimento dos projetos. Hoje a gente teria diversas ações presenciais que não ocorreram, para reforçar laços, desenvolver networking, elaborar as ações e isso ia possibilitar que elas caminhassem com mais facilidade, mas por conta da pandemia não foi possível, todas as ações foram desenvolvidas de forma virtual. Mas isso não impactou no desenvolvimento. Conseguimos desenvolver, mesmo com dificuldade", diz. 

A expectativa para o próximo ano é a retomada dos cursos de forma presencial. 

"No pós-pandemia,  planejamos apoio para a realização de um projeto - que hoje é desenvolvido através de um esquema de voluntariado- extremamente importante para o jornalismo no Brasil. Temos ações para impactar jovens de origem periférica através do jornalismo, e ampliar nossa atuação, mas infelizmente pela falta de apoio financeiro, a gente tem um sucesso tímido, perto do que poderia fazer", afirma. 

"Temos uma lista extensa de cursos, e queremos colocar esses cursos em prática. São qualificações que nossos profissionais identificaram que são solicitadas pelo mercado de trabalho e pelo fato da maioria ser de origem periférica, não tem acesso a esse tipo de qualificação. Devemos começar o ano implementando esses cursos. Primeiro de forma virtual, e assim que tudo voltar ao normal, presencial. Temos um planejamento para o presencial no próximo ano."

Serviço:
Encontro Internacional de Jornalistas da Diáspora Africana
Data: 19 e 20 de novembro
Inscrições: https://bit.ly/2Y1UPI4 

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