Reportagens sobre Facebook Papers aumentam pressão sobre regulação da plataforma

Redação Portal IMPRENSA | 25/10/2021 20:41
Diversos veículos de comunicação dos EUA iniciaram nesta segunda-feira, 25 de outubro, a publicação de uma série de reportagens investigativas batizadas de Facebook Papers, que são baseadas em documentos internos da gigante digital vazados a jornalistas. 

Os jornais The New York Times, The Washington Post e Wired estão entre os que tiveram acesso aos documentos, que foram originalmente vazados a autoridades americana.

Crédito:Reprodução





As matérias foram publicadas horas antes da divulgação do relatório dos resultados da empresa, que lucrou no terceiro trimestre mais de 9 bilhões de dólares, crescimento de 17% em relação ao período anterior,  e registrou mais de 2,910 bilhões de usuários. O lucro da companhia disparou durante a pandemia.

A investigação jornalística coletiva vem à tona semanas após a ex-funcionária do Facebook Frances Haugen ter acusado a empresa de lucrar com discurso de ódio e desinformação online, aumentando a pressão pela regulação da plataforma.

As informações divulgadas no âmbito da Facebook Papers culpam o CEO da empresa, Mark Zuckerberg, por permitir discurso de ódio e por alimentar polarização tóxica online.

O Facebook vem defendendo-se das acusações afirmando que seus estudos internos vêm sendo publicados de maneira descontextualizada, com o objetivo de criar uma impressão negativa sobre a rede social.

Na semana passada foi divulgada a informação de que o Facebook planeja mudar de nome. Algumas das matérias que integram a Facebook Papers argumentam que isso é uma tentativa de desvincular a plataforma dos recentes escândalos.

Apesar das polêmicas, as autoridades dos Estados Unidos ainda não criaram uma legislação capaz de regular as redes sociais.