Seguindo tendência global entre jornais impressos, Estadão adota formato berliner

Redação Portal IMPRENSA | 15/10/2021 15:49

Estreia neste domingo, 17 de outubro, a nova versão impressa do Estadão. O destaque da mudança, considerada a mais marcantes ao longo dos 146 anos de existência do jornal, é a adoção do formato conhecido como germânico ou berliner. 

Menor do que o tradicional formato standard, também chamado “jornalão” por permitir que a página seja dobrada no meio durante a leitua, o berliner tem 31,5 cm por 47 cm. 

É portanto maior do que o formato tabloide, quase do tamanho de uma revista, que o jornal não quis adotar por entender que ele está associado a um jornalismo mais apelativo.

Crédito:Reprodução Facebook
 

Além da mudança de formato, a transformação da versão impressa do Estadão contará com novas seções que "priorizam o aprofundamento e o contexto dos fatos".

As mudanças levaram em consideração as expectativas dos leitores, que foram ouvidos desde o início do projeto de transformação, iniciado 11 meses atrás.

Berliner pelo mundo

Considerado mais fácil de manusear, ler e carregar, o formato berliner vem sendo adotado por jornais de vários países. 

Na Europa os pioneiros foram os suecos, que começaram usando o berliner em suplementos sobre gastronomia, turismo e cultura, para depois aderir integralmente à ideia. 

Na Inglaterra, o bicentenário Guardian puxou a fila e migrou para o berliner em 2005. Atualmente outros títulos importantes da imprensa inglesa são impressos nesse formato. 

O mesmo ocorre com Le Monde e  Le Figaro, na França, La Stampa e La Repubblica, na Itália, e o Expresso, em Portugal.

Segundo o Estadão, o novo formato estimula um tempo de leitura maior, confere mais eficácia na assimilação do conteúdo e otimiza a geração de impacto do conteúdo publicitário.

Hoje o formato também é adotado na Coreia do Sul, pelo diário JoongAng Ilbo, e pelo principal jornal de língua inglesa dos Emirados Árabes, o Gulf News.

Na América Latina, o jornal El Comercio, de Lima, mudou para o germânico recentemente, assim como o La Nación, da Argentina, e os chilenos La Tercera e El Mercurio.

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