Com base em documentos da Pandora Papers, Poder360 revela lista de empresários de mídia com empresas offshore

Redação Portal IMPRENSA | 07/10/2021 16:37

Assinada pelos jornalistas Guilherme Waltenberg e Mario Cesar Carvalho, reportagem publicada no site Poder360 nesta quinta-feira, 7 de outubro, apresenta uma lista de empresários brasileiros de mídia que possuem empresas offshore em paraísos fiscais.

A matéria é baseada em documentos obtidos pelo ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, na sigla em inglês) e integra a apuração jornalística coletiva batizada de Pandora Papers, da qual participam 615 jornalistas de 149 veículos de imprensa de diferentes partes do mundo. 

Crédito:Reprodução DW

Baseadas em uma megavazamento de 11,9 milhões de documentos, as reportagens visam revelar como políticos, empresários, esportistas e celebridades usam paraísos fiscais e empresas offshore para driblar o pagamento de impostos. 

Famílias

A lista dos empresários de mídia brasileiros com empresas offshore em paraísos fiscais começa com os irmãos Antonio Augusto Amaral de Carvalho Filho, o Tutinha, e Marcelo Leopoldo e Silva de Carvalho. Sócios do Grupo Jovem Pan, eles são ligados a uma offshore criada em 2005 nas Ilhas Virgens Britânicas.

Já Paula Marinho, neta de Roberto Marinho, aparece como dona de duas offshores nas Ilhas Virgens Britânicas. O objetivo declarado das empresas é a compra de uma aeronave nos EUA. 

Dona da Editora Três e controladora da revista IstoÉ, a família Alzugaray também mantém uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas. O propósito declarado é investimento financeiro. 

Sócios do Grupo Massa de Comunicação e filhos gêmeos do apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, Gabriel Martinez Massa Rafael Martinez Massa também são sócios em duas offshores nas Ilhas Virgens Britânicas.

Também foram encontradas empresas offshore em nome de membros da família Civita, ex-dona da Editora Abril. Segundo as informações do Poder 360, a existência dessas empresas foi omitida no processo de recuperação judicial da empresa. 

Embora possam ser usadas legalmente por pessoas físicas ou jurídicas para investimentos e compra de bens, empresas offshore também são usadas para ocultar recursos de origem ilícita e para evitar a cobrança de impostos. 

A revelação de que Paulo Guedes também mantém empresa em paraíso fiscal levou a Câmara dos Deputados a aprovar nesta quarta-feira, 6 de outubro, a convocação do ministro da Economia para explicar o caso e as suspeitas de conflito e interesses perante o plenário. Quando uma autoridade é convocada, sua presença é obrigatória.

Leia também

Reunindo 615 jornalistas, investigação de megavazamento resvala em Guedes