Presidente da EFE faz apelo contra Fake News: 'Patologia social'

Redação Portal IMPRENSA | 06/10/2021 10:54
A presidente da EFE, Gabriela Cañas, fez um apelo contra as fake news. A executiva discursou na abertura do Seminário Internacional de Língua e Jornalismo, no Centro Internacional de Pesquisa da Língua Espanhola, na Espanha. 

Gabriela pediu que os veículos sejam "implacáveis" contra as notícias falsas, já que elas "correm mais rápido que as verdades". "Isso é uma patologia social que deveríamos estar observando", afirmou. 
Crédito:Reprodução
A presidente da EFE, Gabriela Cañas
A presidente da EFE, Gabriela Cañas
Segundo a presidente da EFE, os meios de comunicação tradicionais tiveram que lidar com "um convidado inesperado, as redes sociais", e com elas, "chegaram atores não convidados, as fake news". 

Ela diz existir uma "incapacidade procurada" de frear fake news porque "o importante é o trafego". "Em algumas ocasiões, freiam a publicação de uma mulher nua, mas não uma fake news", questionou Gabriela, que também indagou os veículos sobre suas responsabilidades na situação. 

"Os meios tradicionais não são de todo inocentes", afirmou. "Às vezes, usamos a língua de uma forma espúria e, diante dessa linguagem, sacrificamos os fatos, a verdade e a distorcemos". 

Ela citou como exemplo o uso de expressões generalistas, como quando matérias afirmam que a vacinação em um determinado local foi interrompida, quando na realidade o ritmo foi diminuído, ou quando os hospitais "colapsaram", quando significa um aumento de pacientes. 


"Utilizar o idioma com precisão não é apenas uma questão de gramática, mas sim de ética e profissionalismo", opinou, dizendo que há necessidade de a imprensa "ser precisa, cuidadosa e prudente com o que publica".  

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