Facebook pede para que Justiça dos EUA não obrigue venda do Instagram e do Whatsapp

Redação Portal IMPRENSA | 05/10/2021 09:45
Não é uma semana fácil para Mark Zuckerberg. Depois das denúncias de uma funcionária que afirmou que a rede não interferia em situações problemáticas dentro da plataforma, pois isso mantinha o público engajado, e uma pane global que deixou suas plataformas fora do ar por mais de seis horas em todo mundo, a empresa pediu a um juiz que rejeite o caso revisado de antitruste do governo dos EUA, que visa forçar o gigante a vender o Instagram e o WhatsApp. 

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC, em inglês), afirma que Zuckerberg tem um monopólio. O Facebook, no entanto, afirma que a conclusão é baseada em "uma base factual plausível para marcar o Facebook como um monopolista ilegal", e que a FTC "não tinha base para uma alegação nua e crua de que o Facebook tem ou teve um monopolio". 
Crédito:Pixabay
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Facebook enfrentou pane ontem (4)
A big tech pede que o processo fosse arquivado com prejuízo - o que tornaria ainda mais difícil para a agência a alteração da ação judicial. 

Entenda

Em dezembro de 2020, a FCT apresentou a queixa de monopólio no mercado das redes sociais. Em junho deste ano, o juiz James Boasberg, do Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, decidiu que não haviam provas suficientes. 

Em agosto a FCT alterou a queixa, adicionando pormenores que apontavam que o Facebook esmagou e comprou rivais para ganhar mais espaço no mercado, e solicitou que Boasberg ordenasse a venda do Instagram e do WhatsApp. 

O órgão defende que o Facebook domina o mercado das redes sociais dos Estados Unidos já que detém mais de 65% de usuários ativos desde 2012. 

A empresa rebate que a reclamação está "em desacordo com a realidade comercial de intensa competição com rivais emergentes como o TikTok e dezenas de outras opções atraentes para os consumidores". 

Depoimento no Congresso e pane

Hoje, a ex-funcionária Frances Haugen, que afirmou ao programa '60 minutes', da CBS, que o Facebook sabia - e não fez nada para impedir - de problemas como o volume do discurso de ódio ou dos malefícios do Instagram para mulheres jovens e adolescentes, vai depor no Congresso dos Estados Unidos. 

Frances divulgou milhares de páginas de uma pesquisa interna e documentos, afirmando que "ninguém sabe o que acontece" dentro da empresa. Ela foi convocada pelo subcomitê de Proteção ao Consumidor, Segurança de Produtos e Segurança de Dados do Senado. 

Ontem, uma pane deixou as três empresas de Zuckerberg inativas por mais de seis horas. O empresário perdeu cerca de 6 milhões de dólares com o problema. As falhas começaram por volta das 12h20, pelo Horário de Brasília. 

A empresa não especificou a origem do problema, mas durante a tarde, uma mensagem de "falha de DNS" aparecia na página inicial do site. O componente pode ser compaado com uma lista telefônica, levando o usuário ao sistema do site buscado. 

Pelo Twitter - que não faz parte do grupo - o Facebook pediu desculpas. "À enorme comunidade de pessoas e negócios ao redor do mundo que dependem de nós: pedimos desculpas. Temos trabalhado duro para restabelecer o acesso aos nossos aplicativos e serviços, e estamos felizes em comunicar que eles estão voltando agora."

Mike Schroepfer, diretor de tecnologia da empresa, afirmou que os serviços ainda podem apresentar instabilidade. 

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