Para evitar demissões, funcionários da RedeTV! suspendem greve

Redação Portal IMPRENSA | 17/09/2021 10:14
Os funcionários da RedeTV! suspenderam a greve por reajuste salarial, iniciada há mais de 15 dias, para evitar que a empresa promova demissões. O dirigente do  Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiofusão e Televisão no Estado de São Paulo, Ebgerto Paschoa Balboni, no entanto, afirmou que a paralisação pode ser retomada a qualquer momento. 

“O MP [Ministério Público] propôs um acordo de paz. Nele, primeiramente aberto pela RedeTV e depois aceito pelos trabalhadores, diz que nós suspendemos a greve, mas continuamos em estado de greve”, disse, à Folha de S.Paulo. 
Crédito:Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiofusão e Televisão no Estado de São Paulo
Funcionários da RedeTV em greve
Funcionários da RedeTV em greve
Em nota, o sindicato disse que se manterá em "mobilização permanente" para agir caso a RedeTV! não cumpra com a sua parte no acordo. 

"A decisão da assembleia é de se manter em mobilização permanente e caso a direção a Rede TV fuja da legítima pauta de reivindicações, a greve voltará imediatamente. A estabilidade não é nenhuma concessão ela é fruto da luta direta dos trabalhadores que juntos com seu Sindicato se mantiveram firmes na greve por mais de duas semanas", diz o texto. 

A RedeTV! diz celebrou uma cláusula de paz com os grevistas, conforme orientação de um desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), desta forma, a paralisação teria que ser suspensa e as negociações, retomadas. 

A emissora propôs um aumento de 17$, feito em três etapas a partir de outubro (7%). O restante viria em janeiro (5%) e em abril de 2022 (5%), a ser aplicado também sobre os benefícios, como vale-refeição, auxílio-creche, etc. A RedeTV! terá que pagar 50% dos dias parados e compensar o restante.

“Caso a emissora descumpra alguma promessa, demita alguém ou volte atrás na decisão já tomada nós podemos retomar a greve sem aviso prévio”, completou Balboni ao jornal. 

Câmeras, operadores de vídeo, produtores, editores de imagem, advogados, secretários, seguranças e outros profissionais aderiram à paralisação. Representados por outro sindicato, os jornalistas não fizeram parte da mobilização. 

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