Brasil é o país com mais mortes de jornalistas por covid do mundo, diz ONG

Redação Portal IMPRENSA | 03/09/2021 18:59
Levantamento divulgado nesta sexta-feira, 3 de setembro, pela ONG Press Emblem Campaign (PEC), que tem sede na Suíça, revelou que, num total de 80 países, o Brasil foi o que registrou mais mortes de jornalistas em decorrência de covid-19. 

Ao todo 280  profissionais de imprensa perderam a vida devido à doença desde o início da pandemia no país. A Índia ficou em segundo lugar no levantamento, com 270 mortes. Nos dois países, a grande maioria dos óbitos ocorreu no segundo trimestre de 2021.

Mundialmente 1.788 jornalistas morreram de covid-19 desde março de 2020, sendo mais da metade na América Latina. Segundo a ONG, diante das novas variantes o número pode chegar a 2 mil até o final do ano.
Crédito:reprodução
Somente durante os meses de julho e agosto, 117 jornalistas foram vítimas do coronavírus em todo o mundo – uma média de quase dois por dia.

"Os jornalistas da linha de frente continuam sendo uma das profissões mais expostas. O número de vítimas registradas caiu desde junho, mas a taxa de vacinação ainda é insuficiente em muitos países", disse o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen.

Ainda segundo o levantamento, países desenvolvidos também apresentaram números elevados de jornalistas vítimas da covid-19. São os casos da Itália, com 59 mortes, e Estados Unidos, com 55.

América Latina
Por região, a América Latina lidera o ranking, com 954 profissionais de imprensa mortos pela doença. Em seguida vêm Ásia (485), Europa (206), África (86) e América do Norte (57).

Os dados são baseados em informações divulgadas pelas associações nacionais de jornalistas, veículos locais de imprensa e pela rede de correspondentes mantida pela organização.

Para a PEC, porém, o número real de vítimas é maior, uma vez que a causa da morte de vários jornalistas não é especificada ou o óbito não é divulgado. Além disso, em alguns países não existem estatísticas confiáveis.

Com sede em Berna, a PEC goza de status consultivo especial na ONU. Fundada em junho de 2004 por jornalistas de vários países, a entidade visa fortalecer a proteção jurídica e a segurança de profissionais da imprensa.

Leia também