Governo Biden proíbe que jornalistas sejam forçados a revelar fontes por medidas judiciais

Redação Portal IMPRENSA | 20/07/2021 09:25
Os promotores federais dos Estados Unidos foram proibidos ontem de utilizar mandados ou intimações para obrigar jornalistas a revelarem suas fontes. A determinação, uma demanda exigida há muitos anos por associações defensoras da liberdade de imprensa, foi assinada pelo secretário de Justiça do país, Merrick Garland. 

Jornalistas suspeitos de envolvimento com atos ilegais, como abuso de informações privilegiada, invasão de sistemas protegidos, ou então que detenham informações sobre o cometimento de um crime que pode ser evitado, como sequestro, são as excessões. 
Crédito:Carlos M. Vazquez II/FotosPúblicas
Joe Biden
Governo Biden mina decisões judiciais envolvendo fonte de jornalistas
Garland também pediu que uma nova lei relacionada à liberdade de imprensa seja apresentada no Congresso Americano para que a nova medida não seja modificada em uma eventual troca de governo.

No Brasil, o sigilo da fonte está garantido no Artigo 5º da Constituição Federal. Nos Estados Unidos, os promotores federais emitiam mandados contra as operadoras telefônicas para ter acesso às informações.  

Segundo funcionários atuais do governo norte-americano, a gestão Donald Trump teve acesso a registros telefônicos de jornalistas de grandes veículos como Washington Post e New York Times, e ao e-mail de repórter da CNN do país. Biden classificou a atitude como "simplesmente errada".

O empresário e ex-presidente considerava como "traidores" quem vazasse informações aos repórteres.  

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