Relatório analisa presença das mulheres como fontes e jornalistas na imprensa

Redação Portal Imprensa | 16/07/2021 10:59
O relatório Global Media Monitoring Project (GMMP), que analisa a presença das mulheres nos conteúdos produzidos pela imprensa, divulgado nesta semana, revelou que elas representam apenas 25% das pessoas retratadas na notícia. 

O percentual, ainda que baixo, revela um progresso desde o último relatório divulgado pela entidade, em 2015, onde as mulheres eram 24%. As pesquisas são divulgadas a cada cinco anos, e na última edição, analisou 166 países em um dia determinado.  

Crédito:Pixabay
'Durante o ano de pandemia, com as atenções voltadas para o combate ao coronavírus, as mulheres foram apenas 27% dos especialistas em saúde ouvidos pelos veículos. Em relação às porta-vozes no geral, o GMMP aponta um aumento no número de mulheres ouvidas, de 19% a 24%. 

O percentual de mulheres repórteres aumentou 3% em relação ao último relatório - a cada dez matérias divulgadas pela imprensa, quatro foram relatadas por mulheres. 

Violência de Gênero 

O GMMP analisou também o espaço dedicado às matérias sobre violência de gênero na imprensa mundial. O material, que dificilmente chega às manchetes, sinaliza um aumento da violência de gênero durante a pandemia - "um sério déficit na prestação de contas da mídia às mulheres", diz o texto.  

Brasil no relatório
Segundo o relatório, repórteres e apresentadoras representam 50% e 46% dos profissionais, respectivamente, no Brasil. Com relação às fontes ouvidas pelos jornalistas, o desequilíbrio é gritante - 73% são homens, e 27% mulheres.

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