Fotógrafo é agredido por forças de segurança durante protestos históricos em Havana

Redação Portal IMPRENSA | 12/07/2021 18:17

Agressões a profissionais de imprensa foram registradas neste domingo (11 de julho), durante os protestos contra o governo cubano, considerados os maiores em três décadas. 


O fotógrafo espanhol Ramón Espinosa, da agência de notícias americana Associated Press, foi atacado por forças de segurança em Havana e precisou passar por uma cirurgia de reconstrução nasal.

Crédito:Reprodução Jovem Pan
Ramón Espinosa, fotógrafo da Associated Press, foi atacado por forças de repressão cubanas













Uma equipe da agência de notícias espanhola Efe presenciou a prisão de um grupo de jovens que protestava pacificamente em frente à sede do Instituto Cubano de Rádio e Televisão, também em Havana.


ONU e UE

Nesta segunda-feira a Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia (UE) reivindicaram que as autoridades cubanas respeitem integralmente a liberdade de expressão dos protestantes.


"Queremos assegurar que os direitos básicos do povo, especialmente a liberdade de expressão e de reunião pacífica, sejam respeitados", disse o porta-voz da ONU Farhan Haq em uma coletiva de imprensa.


O alto representante da UE para a política externa, Josep Borrell, reforçou o apelo da comunidade internacional para que as autoridades cubanas permitam as manifestações.


Ainda de acordo com a imprensa, as autoridades cubanas cortaram a conexão de internet móvel no país, dificultando o acesso às informações e o compartilhamento de vídeos dos protestos.


Foi a primeira vez desde 1994 que um grande grupo de cubanos sai às ruas de Havana para protestar contra o governo. Naquele ano aconteceu o famoso "Maleconazo", no meio da crise econômica do "Período Especial", como foram chamados os anos seguintes ao fim da ajuda fornecida pela União Soviética.