Morte de jornalista agredido por grupo anti-LGBTQIA+ gera protestos na Geórgia

Redação Portal IMPRENSA | 12/07/2021 10:44
Centenas de pessoas foram às ruas pedindo justiça pelo cinegrafista Alexander Lashkarava, que morreu após ser agredido enquanto cobria o ataque a uma marcha pelos direitos LGBTQIA+ em Tiblísi, na Geórgia. 

A primeira parada do país foi cancelada em cima da hora após ataques de grupos conservadores. Segundo a organização do evento, cerca de 10 profissionais de imprensa se feriram. 
Crédito:Reprodução/Tbilisi Pride
protesto georgia
Faixa em apoio à imprensa e a população LGBTQIA+ durante protesto na Geórgia
A multidão se concentrou em regiões próximas às sedes do governo. Segundo a Reuters, uma mulher jogou tinta vermelha na porta de um prédio da administração pública. 

Além da punição contra os responsáveis, os manifestantes também pediram a renúncia do primeiro-ministro Irakli Garibashvili, e do ministro do Interior - eles são acusados de incentivar os grupos de ódio e não garantir a segurança aos protestos e aos jornalistas. 

Garibashvili culpou a população LGBTQIA+ pelos ataques. 'A realização da chamada marcha do orgulho não é razoável, pois cria uma ameaça de confronto civil", disse. Para ele, o evento é "inaceitável" para "grande segmento da sociedade georgiana". 

O jornalista Lashkarava foi agredido, e dias depois, encontrado morto dentro de casa por sua mãe, de acordo com a TV Pirveli, no qual trabalhava. A causa da morte não foi revelada. 

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