Com covid, setor de comunicação torna-se o terceiro com mais desligamentos por morte

Redação Portal IMPRENSA | 01/07/2021 18:02
Utilizando números do Boletim Emprego em Pauta, elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) publicou nesta quinta (1 de julho) uma matéria informando que o número de contratos de trabalho extintos por morte do trabalhador no setor de informação e comunicação cresceu 129% nos primeiros quatro meses de 2021. 

Na comparação com o mesmo período de 2020, o número absoluto saltou de 293 para 672. Considerando todas categorias e setores profissionais, a quantidade de desligamentos de trabalhadores por morte no Brasil aumentou 89%, saindo de 18.580 para 35.125.
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Com 672 contratos encerrados por morte, o setor de comunicação e informação é o terceiro com maior número de desligamentos por este motivo no país, abaixo apenas da área de educação (1.479 desligamentos) e da administração pública, defesa e seguridade social (794 desligamentos).

Para a Fenaj, além da falta de controle da pandemia no Brasil, os números se explicam porque decretos estabeleceram os serviços de informação e comunicação como essenciais. "Ou seja, jornalistas estão indo às ruas cobrir a pandemia e, portanto, sujeitos à contaminação e morte", diz a entidade.

Ainda segundo a Fenaj,  do início de 2021 até 2 de junho, 155 jornalistas morreram de covid-19 no país. Este ano a média mensal de mortes pela doença entre os profissionais de imprensa ficou 277% acima da média de 2020, quando foram registradas 80 mortes pela doença na categoria.

A entidade vem reivindicando a inclusão dos jornalistas entre os grupos prioritários de vacinação contra a covid-19. Até o momento, apenas os governos do Maranhão, Bahia, Mato Grosso, Piauí, Roraima, Goiás, Pará, Tocantins e Mato Grosso do Sul atenderam o pedido.