Jornalismo sem fins lucrativos cresce na contramão de crise da indústria de notícias

Redação Portal IMPRENSA | 28/06/2021 18:35
Reportagem publicada em 15 de junho no Nieman Lab, entidade que faz parte da Fundação Nieman, de Harvard, e tem por missão "promover e elevar os padrões do jornalismo”, revela que, na contramão da crise que abateu veículos tradicionais de comunicação, 2020 foi um ano de crescimento para a indústria de notícias sem fins lucrativos.

A principal fonte da reportagem é o INN (Institute for Nonprofit News, ou Instituto de Notícias Sem Fins Lucrativos), que lançou em junho seu relatório anual.  A pesquisa consultou 284 redações em janeiro de 2021. Destas, 94% participaram do estudo.
Crédito:Reprodução Nieman Lab

Segundo o trabalho, a indústria de notícias sem fins lucrativos foi impulsionada por doações individuais que aumentaram 41% em 2020. Além disso, mais de 60% das organizações noticiosas sem fins lucrativos registraram aumentos nas doações individuais em 2020. 

A maior parte da receita de doações vem de doadores de grande porte (60%), seguidos dos contribuintes de pequeno porte (22%), filiados do INN (9%) e doadores intermediários (7%). 

Média de doações subiu
“O número de pessoas que doaram uma pequena quantidade a um meio de comunicação sem fins lucrativos saltou quase 50% de 2019 a 2020, de uma média de 846 doadores de pequeno porte por veículo em 2019 para mais de 1.200 em 2020. A média de pequenas doações se manteve estável em cerca de US$ 90”, diz um trecho da pesquisa.

Ainda segundo o relatório, a reportagem investigativa vem migrando de forma crescente para veículos e organizações sem fins lucrativos e os integrantes do INN publicaram, em média, 1.000 histórias por dia em 2020, conquistando um aumento no tráfego da web de 43% em relação a 2019. 

O trabalho também revelou aumento de 36% nas assinaturas de boletins informativos por e-mail dos veículos ouvidos. O número teria subido de  5.300 assinantes em 2019 para 7.200 em 2020.

Sem revelar o número de anos anteriores, o INN estimou que a receita total entre seus integrantes foi de US$ 350 milhões em 2020.