Banido do Twitter, Trump ficará suspenso do Facebook pelo menos até 2023

Redação Portal IMPRENSA | 04/06/2021 16:11
Enquanto movimentos de direita se articulam contra medidas que restringem o uso de mídias sociais por líderes políticos deste espectro ideológico, o Facebook anunciou nesta sexta (4) que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ficará suspenso de suas redes sociais pelo menos até 7 de janeiro de 2023. Banido por incitar seus apoiadores a invadir a Casa Branca em janeiro último, Trump só poderá retornar à plataforma de Mark Zuckerberg se não colocar em risco a segurança pública novamente.

Ademais, o Facebook anunciou que postagens de políticos com conteúdo contrário às regras da plataforma não terão aprovação automática. Tal política é alvo de fortes críticas por parte de especialistas em comunicação digital e democracia. Com a mudança, cresce a expectativa de que o presidente Jair Bolsonaro e outros líderes mundiais populistas e com tendências anti-democráticas tenham suas postagens contestadas no Facebook. 
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Em 5 de maio, um conselho de supervisão independente decidiu que o Facebook suspendeu corretamente o então presidente Trump. O conselho, contudo, concluiu que o prazo indefinido para o veto era "inadequeado". Portanto, a decisão desta sexta é vista como uma resposta a tal avaliação.

"Diante da gravidade das circunstâncias que levaram à suspensão, acreditamos que as ações de Trump constituíram uma violação severa nas nossas regras, que merecem a maior punição disponível segundo os nossos novos protocolos", disse em uma publicação Nick Clegg, vice-presidente de Relações Públicas Globais do Facebook. 

Quando a suspensão chegar ao fim, especialistas serão consultados. Se for determinado que o perigo ainda é significativo, a suspensão será prorrogada. Trump também poderá retornar sob uma série de restrições que serão endurecidas caso violações futuras sejam cometidas. 

À imprensa americana, Trump, que foi banido permanentemente do Twitter, afirmou que a decisão é um insulto às pessoas que votaram nele no ano passado. Segundo o republicano, a plataforma "não deveria ser autorizada a se safar dessa censura e sileciamento". No final, disse Trump, "nós vamos vencer", afirmando que os EUA "não vão mais aceitar esse abuso".