Repórter é empurrado e impedido por seguranças de fazer pergunta a governador do RJ

Redação Portal IMPRENSA | 04/06/2021 10:53

O repórter Rafael Nascimento, do jornal O Globo, foi empurrado e impedido por seguranças de fazer uma pergunta ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, durante o lançamento do programa Supera Rio, nessa quarta-feira (3), na zona norte da cidade.

Crédito:Reprodução / Twitter

O jornalista tentou se aproximar de Castro para questionar sobre a realização da Copa América no Rio, enquanto a comitiva do governador deixava a quadra da escola de samba Salgueiro. No entanto, Rafael foi empurrado pelos seguranças e impedido de acompanhar o grupo.


Em um vídeo publicado nas redes sociais, é possível ver o repórter sendo puxado pelo braço por ao menos um segurança, enquanto colegas tentam argumentar a seu favor.


De acordo com O Globo, parte da ação não foi gravada em vídeo e teve ainda mais truculência. "Num momento anterior, não filmado, o profissional relata ter sido puxado pelo pescoço e pelo braço por um dos seguranças, que o impediu de fazer perguntas", informou o jornal.


O veículo disse ainda que "repudia a ação truculenta e qualquer tentativa de impedir agentes públicos de prestar contas à sociedade sobre temas de interesse coletivo".


Desculpas e negativa de agressão


O governador Cláudio Castro pediu desculpas ao repórter pelo “incidente”, mas em nota afirmou ainda que "não houve qualquer tipo de agressão ao repórter". "Não havia previsão de entrevistas, e nem era permitida a presença de jornalistas naquele local".


A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) disse que vê o momento com grande preocupação e cobra que o governador Cláudio Castro esclareça os fatos e proteja o exercício da liberdade de imprensa.


“A Constituição Federal protege o exercício da liberdade de imprensa como um direito fundamental para a manutenção da democracia brasileira, que passa pela garantia de segurança aos jornalistas no exercício de sua profissão”, disse em nota.


“A ação truculenta foi assistida em silêncio pelos assessores diretos de Castro. Não é a primeira vez que repórteres cariocas são alvo de agressões no exercício da profissão. Houve casos recentes em que policiais miraram profissionais da imprensa do Rio de Janeiro. No dia 22.mai.2021, um jornalista da CNN foi cercado e expulso por apoiadores de Bolsonaro, durante cobertura de uma manifestação”, relembrou a Abraji. 


Leia também:


Após ataque de Bolsonaro, entidades e políticos solidarizam-se com Daniela Lima


“Nós, Mulheres da Periferia” vai criar plano de segurança após invasão no Instagram