Ilicitudes em série e agressão verbal a jornalista marcam viagem de Bolsonaro à BA

Redação Portal IMPRENSA | 26/04/2021 18:20
Em viagem a Feira de Santana (BA) nesta segunda (26), o presidente Jair Bolsonaro atacou mais uma vez um jornalista. Desta vez a vítima foi a repórter Driele Veiga, da TV Aratu, emissora afiliada do SBT na Bahia. Ela foi chamada de idiota por Bolsonaro.

A agressão verbal foi motivada por uma pergunta feita por Driele sobre foto recentemente divulgada pelo presidente segurando um cartaz com a expressão “CPF CANCELADO”, que faz referência ao assassinato extrajudicial de suspeitos e criminosos. 
Crédito: Reprodução
Pergunta sobre críticas à imagem acima motivou agressão de Bolsonaro contra a repórter Driele Veiga

A jornalista questionou Bolsonaro sobre as críticas geradas pela foto em um momento em que as mortes pelo novo coronavírus no Brasil se aproximam de 400 mil. O presidente, então, respondeu: "Você não tem o que perguntar não? Deixa de ser idiota, menina!"

A foto que motivou a pergunta de Driele se tornou pública depois da visita de Bolsonaro a Manaus, na última sexta (23). Na imagem, ele aparece ao lado do apresentador Sikêra Júnior, que é um conhecido entusiasta de execuções extrajudiciais, assim como o presidente.

Infrações presidenciais
Bolsonaro foi a Feira de Santana para inaugurar um trecho de 22 km de uma rodovia. Além de xingar a jornalista, durante a visita ele novamente se esforçou para ser um péssimo exemplo de cidadão ao infringir protocolos sanitários (não usou máscara e causou aglomeração) e desrespeitar o código de trânsito (andou de carro com a porta aberta).

Nas redes sociais, a repórter agredida por Bolsonaro se manifestou sobre o caso lembrando que não é a primeira vez que o presidente ataca mulheres jornalistas. 

"A mim o xingamento não ofendeu. Só mostrou que estava no caminho certo. Sou jornalista e estou aqui para perguntar, por mais que a indagação incomode. Se fosse para agradar o entrevistado eu não seria jornalista e sim publicitária. (...) Só para lembrar que essa não é a primeira vez que o presidente faz isso com a imprensa. A jornalista Patrícia Campos Melo foi ameaçada de morte e teve a família perseguida", disse Driele citando a autora de " A Máquina do Ódio".