Desinformação online sobre fraudes eleitorais despenca após banimento de Trump

Redação Portal IMPRENSA | 19/01/2021 16:26
Foi publicada nesta segunda (18), no Washington Post, uma reportagem informando que, nove dias após a suspensão das contas do presidente americano Donald Trump e de seus aliados de redes sociais como Twitter, Instagram e Facebook, a desinformação online sobre fraudes eleitorais despencou 73%. 

Já a publicação de hashtags e termos associados ao tema, como #FightforTrump, #HoldTheLine e “March for Trump”, despencou 95%. O levantamento é da empresa de análise digital Zignal Labs.

Por sua vez, as menções à teoria conspiratória QAnon aumentaram. Segundo a matéria do Washington Post, isso ocorreu devido à cobertura da mídia sobre o papel da conspiração na invasão do Capitólio, ocorrida em 6 de janeiro.
Crédito:Reprodução Washington Post

Antes de suspender definitivamente a conta de Trump, o Twitter tentou conter a desinformação promovida pelo republicano adicionando alertas às suas postagens por violar as políticas da plataforma contra a disseminação de desinformação eleitoral.

Além disso, a plataforma impediu que outros usuários dessem like ou retuitassem as mensagens de Trump sem comentários.

Retrospectiva
Após a invasão do Capitólio, Twitter, Facebook e outras redes sociais baniram as contas do presidente Trump e de pessoas que apoiaram o ataque.

Já a rede social de extrema direita Parler, que vinha sendo usada para o planejamento de novas revoltas, foi fechada depois que a Apple, o Google e a Amazon retiraram o serviço do ar.

Muitos viram nas medidas censura e ameaça à liberdade de expressão. Para os defensores do banimento, porém, não houve censura, uma vez que as redes sociais não são o Estado e a imprensa segue livre nos EUA.

Enquanto isso, os usuários de extrema direita estão migrando para novas plataformas, que não contam com políticas contra a desinformação nem com monitoramento de conversas, num movimento que pode favorecer a desinformação e o estímulo a novas insurreições.