Manhattan Connection estreia na quarta na TV Cultura com participação de ex-presidentes e muita discussão política

Deborah Freire | 18/01/2021 17:02

Estreia nessa quarta-feira (20), às 22h, na nova casa, a TV Cultura, o programa Manhattan Connection, que em 2021 completa 28 anos no ar. São integrantes da atração os jornalistas Lucas Mendes, Caio Blinder, Pedro Andrade e o escritor Diogo Mainardi, com a produção de Angélica Vieira.

Crédito:Divulgação / Redes Sociais
Integrantes da atração que estreia na quarta na TV Cultura

Na primeira edição, que será reprisada no domingo às 23h, o programa será apresentado em quatro blocos, com nova abertura, novo design gráfico e alguns convidados de peso, entre eles, nomes jovens que passam a ter mais presença na atração.


Os convidados são o jornalista Luís Fernando Silva, ex-Globo, os ex-presidentes FHC e Michel Temer, a deputada federal Tábata Amaral e o prefeito de Recife, João Campos.


As novidades foram apresentadas em entrevista coletiva remota nesta segunda (18), mediada pelo diretor de Jornalismo da TV Cultura, Leão Serva.


Um dos pontos reforçados pelos apresentadores e diretores da TV Cultura foi a liberdade editorial para falar do cenário político atual, especialmente no Brasil e Estados Unidos.


Ao responder as perguntas dos jornalistas que cobriram a entrevista, Diogo Mainardi disse que a função do jornalismo é a crítica e não vai mudar no Manhattan Connection.


“É obvio que temos liberdade total e absoluta, como tínhamos na GNT e na Globo News. Sou eu que me dedico mais prevalentemente à política brasileira, e neste momento meu alvo prioritário é o Bolsonaro e Bolsonarismo. Teremos outros alvos e sei que ninguém na Cultura vai levantar objeção quanto a isso. A matéria-prima da nossa profissão e da emissora é a liberdade”, disse.


A fala foi reforçada pelo presidente da Fundação Padre Anchieta, José Roberto Maluf, que afirmou ter cobrado da emissora, antes de aceitar o cargo, que fosse independente, imparcial e plural.


Para o principal anfitrião do programa, Lucas Mendes, sua maior preocupação não é a liberdade da “casa” Manhattan, mas da “casa” Estados Unidos, país dividido após as eleições que colocaram Joe Biden na presidência em uma votação apertada. “O que está acontecendo, essa mobilização misteriosa e assustadora de extremistas, é uma ameaça séria para esse país”, disse, já antecipando um dos temas que serão abordados na atração.


Novidades


Algumas mudanças serão apresentadas ao telespectador a partir de quarta no Manhattan, como novo cenário, novos quadros, participação de entrevistados jovens. Mas a linguagem e linha editorial não mudam, como ressaltou o jornalista Pedro Andrade.


“Temos uma maneira informal de falar de assuntos relevantes e vamos tentar trazer essa mesma forma e linguajar para a TV aberta. Funcionou até agora e acredito que vai funcionar na Cultura”, disse.


O programa também amplia sua presença nas redes sociais, com a soma dos perfis do Manhattan Connection com o da TV Cultura.


Além disso, a atração volta a ter mais interação entre os participantes, porque retoma as gravações em estúdio, que estavam suspensas pelo período de pandemia, e lança quadros novos, como o “Esquina”, que aborda um fato relevante ocorrido em uma esquina de Nova Iorque. A primeira esquina será sobre o presidente Donald Trump.


Para a produtora Angélica Vieira, o diferencial do programa, que vai ser mantido, é o aprofundamento das notícias. “Uma característica muito importante do Manhattan Connection é trazer algo que ninguém está dando. Queremos recuperar isso porque a discussão sempre enriquece”, defende.


Leia também:


Na era da polarização da opinião, TV americana lança telejornal que promete ‘não ter ponto de vista’


Em formato live, Mídia.JOR 2020 debate jornalismo na era do compartilhamento digital