Justiça do Paquistão manda soltar condenado de matar jornalista

Redação Portal IMPRENSA | 25/12/2020 11:17
Um tribunal do Paquistão ordenou, na quinta-feira (24), a libertação imediata de quatro homens acusados de sequestro e assassinato do jornalista americano Daniel Pearl em 2002. 

Pearl trabalhava como chefe do escritório do Wall Street Journal no sul da Ásia e estava em Karachi relatando sobre extremistas paquistaneses e o "homem-bomba" britânico Richard Reid, quando ele foi sequestrado. Os agressores filmaram sua decapitação e enviaram para autoridades americanas. 

Entre os acusados do assassinato de Pearl está o extremista paquistanês-britânico Ahmed Omar Saeed Sheikh, que era conhecido por sequestrar estrangeiros quando foi preso e posteriormente condenado à morte pelo assassinato de Daniel Pearl.
Crédito:CNN
Daniel Pearl foi sequestrado e decapitado em 2002


Meses atrás, ele teve sua sentença de morte reduzida para sete anos de prisão pelo Tribunal Superior da província de Sindh, que absolveu os três outros homens anteriormentee condenados.

Autoridades paquistanesas e a família Pearl apelaram separadamente contra a derrubada da condenação de Ahmed para a Suprema Corte em abril, porém, a audiência deve ocorrer apenas no início de janeiro.

O suposto mentor do 11 de setembro, Khalid Sheikh Mohammed, que foi preso no Paquistão em 2003, alegou ter matado pessoalmente Pearl, mas a admissão foi feita enquanto ele estava sendo torturado e ele nunca foi acusado do crime. 

Capturado em 2003, Mohammed está detido na prisão americana de Guantánamo. Uma psicóloga que o interrogou afirmou que ele lhe confessou que tinha decapitado o jornalista.

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