Guia propõe cobertura jornalística da crise climática com foco em saúde pública

Redação Portal IMPRENSA | 22/12/2020 12:13
A organização Saúde sem Dano disponibilizou um guia para jornalistas da América Latina incluírem a perspectiva da saúde pública nas pautas sobre mudanças climáticas. 

O tema é urgente já que a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que podem ocorrer até 250.000 mortes entre 2030 e 2050 por problemas de saúde associados às mudanças climáticas. A maior parte delas em economias emergentes, como as da América Latina.

Desta forma, o documento propõe um percurso a partir da experiência de um conjunto de jornalistas latino-americanos com trajetórias de destaque em diferentes áreas da especialização (ciência, saúde, jornalismo de dados e energia). Os profissionais refletem sobre suas próprias práticas e generosamente compartilham conhecimento e aprendizagem com seus colegas.
 
As diferentes seções do guia contêm ideias úteis, dicas e ferramentas para incorporar uma abordagem de saúde em cobertura das mudanças climáticas desde o momento inicial em que é proposta um tema ou uma história é concebida.

A organização espera que este guia seja útil para jornalistas e redações, e que permita enriquecer, expandir e fortalecer a cobertura da mudança climática com uma perspectiva ampla: não apenas para cobrir impactos, mas também abordam soluções ligadas à ação climática de uma perspectiva que inclui os benefícios associados para a saúde e bem-estar de nossas comunidades.

Crédito:Organização Saúde sem Dano


Segundo o jornalista Damián Profeta, que coordena a revista de jornalismo ambiental Claves 21, o principal obstáculo para a cobertura climática com enfoque de saúde é a escassa formação e informação de jornalistas sobre esses temas. 

“Historicamente, o tratamento das questões ambientais na imprensa era marginal e esporádico, então a mídia também não era uma ‘escola’ dessas questões. Esse desconhecimento também faz com que os editores não conheçam a dimensão, importância e impacto desses desafios e não os incluam na agenda editorial,” disse à LatAm Journalism Review (LJR).