Qual é a palavra que define 2020?

Redação Portal IMPRENSA | 04/12/2020 09:38
Como definir um ano tão atípico como 2020?

Para o dicionário Collins, a palavra do ano é "Lockdown", a medida mais restritiva adotada por vários governos ao redor do mundo para limitar a disseminação do novo coronavírus. 

O Collins registrou mais de 250 mil usos do termo em 2020, contra apenas 4 mil no ano passado.

Já o dicionário Oxford tentou definir 2020 em uma palavra, mas desistiu porque o ano foi complicado demais (parece notícia do Sensacionalista, mas não é).

A explicação da chefe de produto da empresa, Katherine Connor Martin, é que o dicionário abandonou a seleção de uma única palavra em favor de destacar o efeito linguístico rápido e repentino da pandemia de coronavírus no inglês. 

“Este evento foi vivenciado globalmente e por sua natureza mudou a maneira como expressamos todas as outras coisas que aconteceram neste ano”, afirmou.

Segundo o dicionário Oxford, o uso do termo “pandemia” aumentou mais de 57.000% desde o ano passado. “Coronavírus” — uma palavra cunhada em 1968, mas até este ano pouco usada fora de contextos médicos — também se destacou.

Em janeiro, estava lado a lado com "impeachment", na época em evidência pelos processos contra o presidente Donald Trump. Mas, em abril, "coronavirus" havia se tornado um dos substantivos mais comuns em inglês, ultrapassando até mesmo palavras comuns como "tempo".

Crédito:O Globo


Palavras do ano
Já o jornal O Globo ouviu cerca de 50 personalidades da área cultural para definir as palavras do ano.  

Um dos depoimentos foi do jornalista e escritor Laurentino Gomes. Ele escolheu “paciência”.
 
“Foi o ano mais diferente de nossas vidas. A paciência para enfrentá-lo inclui a capacidade de persistir, de esperar sem desanimar. É um exercício”, disse para o jornal. 

Já a historiadora Lilia Moritz Schwarcz rejeitou o  “novo normal”, propondo o seu oposto: “velho anormal”.
 
“No começo tomou força o conceito de ‘novo normal’ por conta do sequestro que a doença fez do nosso cotidiano. Mas rapidamente ficou evidente como o coronavírus não tem nada de democrático: assola a todos, mas mata sobretudo as populações pobres e negras. O ‘novo’ não tinha nada de “normal” e nem era novo. Era a velha desigualdade que surgia escancarada”. 

A atriz Lília Cabral escolheu “Saudade”. 

"É uma palavra tão linda, mas acho que nessa pandemia nunca usamos tanto! Que saudade do abraço, da conversa na esquina, do cafezinho inesperado, do almoço, do jantar, com família, amigos. Saudade das coisas mais simples, simplesmente".

Crédito:reprodução Twitter

Twitter


O Twitter também divulgou seu relatório anual, recapitulando as tendências, os momentos e os memes que dominaram. “Mas 2020 é diferente. O mundo viu uma perda dolorosa, mas também uma coragem tremenda”, diz o documento.

Os tweets mais compartilhados e favoritos de 2020 abrangem todo o espectro da vida: perda, contemplação, distração, entretenimento e uma pitada de humor. E aponta como destaque na plataforma: “o mundo lamentou a morte do ator Chadwick Boseman, fazendo com que o Tweet que anunciava sua trágica passagem fosse o mais retuitado do ano e o mais querido de todos os tempos”.


Luto

Levantamento feito pela consultoria CAUSE, em parceria com Instituto IDEIA Big Data, revelou que a palavra Luto é a que melhor exprime os sentimentos dos brasileiros em 2020. 


O significado nos traz muitas reflexões e aprendizados que tivemos coletivamente, pela perda significativa dos entes queridos levados pela Covid-19, pelos momentos perdidos ou adiados, pela ausência de despedidas.


A IDEIA Big Data ouviu 1.200 pessoas, através de ligações telefônicas, entre os dias 14 e 16 de dezembro de 2020.


 


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