Rede de Jornalistas e Comunicadoras com visão de Gênero e Raça é lançada no Brasil

Redação Portal IMPRENSA | 04/12/2020 08:36
Jornalistas brasileiras lançam a Rede de Jornalistas e Comunicadoras com visão de Gênero e Raça.

O objetivo da iniciativa é a defesa da liberdade de expressão, dos direitos humanos, dos direitos das mulheres e da luta antirracista.

A iniciativa surgiu a partir da articulação de jornalistas brasileiras ligadas à perspectiva e em diálogo com a Red Internacional de Periodistas con Visíon de Género (RIPVG).

Formam a Rede: Cynthia Mara Miranda, Michelly Santos de Carvalho e Rose Dayanne Santana Nogueira. O Conselho Consultivo é integrado por Rachel Moreno, Jessica Gustafson, Cecília Bizerra Sousa, Paula Guimarães, Ana Veloso, Leonor Costa e Samira de Castro.

O seu lançamento aconteceu no último 25 de novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres.
 
“Emergimos numa data extremamente importante para a luta feminina, o Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, em um país que mata uma mulher a cada duas horas, especialmente, as mulheres negras. Lembramos aqui que enquanto jornalistas e comunicadoras nosso papel é defender espaços diversos promovendo vozes de mulheres, pretas, indígenas, LGBTI+, mulheres com deficiência, e outras maiorias minorizadas”, afirma a jornalista, professora e feminista negra Michelly Santos de Carvalho. 

Crédito:Arte: Luiz Alexandre Lara


A jornalista Cynthia Mara Miranda afirma ainda que a Rede surge para ampliar o debate sobre a democratização da comunicação na perspectiva de gênero. 

“No campo da comunicação e do jornalismo a desigualdade entre os gêneros é visível e mesmo com a ampla articulação dos movimentos feministas, pouco avançamos no campo das políticas públicas, no combate ao machismo e ao sexismo no exercício profissional do jornalismo e também na inclusão da perspectiva de gênero nos currículos dos cursos de jornalismo, por exemplo”, afirma.  

“A rede vai atuar nessas frentes de luta buscando um amplo diálogo entre movimentos feministas, mercado profissional de jornalismo, sindicatos e academia”, conclui.

Filiação 
A Rede está aberta para a filiação de pessoas e organizações interessadas em atuar na sua organização.