Confira livros de jornalistas e de autores essenciais para o debate antirracista

Redação Portal IMPRENSA | 20/11/2020 09:36
No Dia da Consciência Negra, o Portal Imprensa selecionou sete livros que discutem raça e racismo. 
 
A lista conta com obras escritas por jornalistas e por outros autores essenciais para o debate antirracista.
 
Confira:

Crédito:Letramento - Objetiva - Boitempo - Cia das Letras


Por que eu não converso mais com pessoas brancas sobre raça, de Reni Eddo-lodge (Letramento)
A premiada jornalista Reni Eddo-Lodge escreveu sobre suas frustrações a respeito da forma como as discussões sobre raça e racismo no Reino Unido estavam sendo lideradas por aqueles que não eram afetados por isso. Ela postou um texto em seu blog, com o título: Por que eu não converso mais sobre raça com pessoas brancas. 

Suas palavras atingiram em cheio. O post viralizou e chegaram comentários de outras pessoas desesperadas para compartilhar suas próprias experiências. Impressionada com essa explícita necessidade de uma conversa franca, ela decidiu se aprofundar na fonte desses sentimentos. Explorando questões desde a erradicada história negra até o propósito político da dominância branca, do feminismo branqueado até a intrínseca relação entre classe e raça, Reni Eddo-Lodge proporciona uma oportuna e essencial estrutura nova de ver, reconhecer e combater o racismo.

Entre o mundo e eu, de Ta-Nehisi Coates (Objetiva)
Em 2014, quando o movimento negro voltou a ser amplamente discutido nos Estados Unidos, o jornalista norte-americano Ta-Nehisi Coates escreveu uma carta para seu filho adolescente falando sobre o racismo no país. “O que é habitar um corpo negro e encontrar uma maneira de viver dentro dele?” São perguntas como esta que o autor busca responder em um livro que faz paralelos entre a história e a atualidade da América do Norte.

Mulheres, raça e classe, de Angela Davis (Boitempo)
Nesta obra clássica do feminismo, a filósofa Angela Davis relata como racismo norte-americano moldou a história dos Estados Unidos. Ela ainda explica como a preconceito racial permeou movimentos sociais importantes durante os séculos 19 e 20, focando no movimento sufragista.

Pequeno manual antirracista, de Djamila Ribeiro (Companhia das Letras)
A brasileira Djamila Ribeiro explica de forma simples e didática como os brancos têm atitudes racistas no cotidiano (muitas vezes sem perceber), pois estão imersos em uma cultura que foi construída com base no preconceito racial. A filósofa ainda explica como o leitor pode ajudar na luta antirracista tomando pequenas atitudes todos os dias.

Quem tem Medo do Feminismo Negro?, de Djamila Ribeiro (Companhia das Letras)
O livro reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista Carta Capital , entre 2014 e 2017. No texto de abertura, a filósofa e militante recupera memórias de seus anos de infância e adolescência para discutir o que chama de “silenciamento”, processo de apagamento da personalidade por que passou e que é um dos muitos resultados perniciosos da discriminação.

Racismo linguístico: os subterrâneos da linguagem e do racismo, de Gabriel Nascimento (Letramento)
Gabriel Nascimento explica como a linguagem e o estudo da língua portuguesa hoje ainda são permeados por preconceitos raciais. A obra é uma reflexão interessante sobre como a academia e o idioma precisam ser reformulados para se tornarem antirracistas.

Desigualdade Racial E Midiática, de Tiago Vinícius André dos Santos (Letramento)
Esta obra faz uma análise sobre a Teoria Racial Crítica, do direito norte-americano, e sua aplicação de acordo com a realidade brasileira. Discorremos sobre os quadros ideológicos de contestação racial para compreendermos a realidade material e ideológica atual em torno de raça e direito e sua relação com o tema Desigualdade Racial Midiática. Concluímos que a propriedade dos meios de comunicação no Brasil é racialmente concentrada e denominamos este fenômeno de Economia político-racial da comunicação.