Plataformas vão agir contra desinformação nas eleições do Brasil assim como fizeram nos EUA

Redação Portal IMPRENSA | 10/11/2020 12:15

Twitter e Facebook confirmaram que atuarão nas eleições municipais do Brasil deste domingo (15) de forma semelhante ao que ocorreu nos Estados Unidos, na semana passada, quando posts do presidente Donald Trump foram ocultados e substituídos por avisos de que poderiam conter informação falsa.

Crédito:Agência Brasil

Ele postou no Twitter e no Facebook declarações que apontavam como certa a sua vitória nas eleições para a Presidência. O Twitter restringiu as interações do post com o público, que só podiam ser feitas após clicar na seguinte mensagem: “Alguns ou todos os conteúdos compartilhados neste Tweet são contestáveis e podem ter informações incorretas sobre como participar de uma eleição ou de outro processo cívico”.


No Facebook, abaixo da postagem de Trump sobre a vitória, antes mesmo do fim da contagem de votos, foi publicado o aviso: “Os votos estão sendo apurados. A projeção do vencedor da eleição presidencial dos EUA de 2020 ainda não foi feita”.


Como as publicações tinham o objetivo de criar desconfiança no processo eleitoral, as redes decidiram agir. No Brasil, posts de candidatos ou apoiadores que tentarem deslegitimar as eleições ou incitar eleitores a interferir no processo neste domingo também podem ser derrubados.


Conteúdos do Instagram e WhatsApp, que pertencem ao grupo Facebook, também passarão por análise.


Segundo o Facebook, que trabalha em parceria com agências de checagens de fatos, já foram removidos conteúdos que desestimulavam os eleitores a votar. No dia da votação, especialistas vão se reunir on-line para acompanhar, em tempo real, potenciais violações de políticas das três plataformas do grupo.


No WhatsApp, podem ser colocados avisos ou haver até mesmo a remoção de informações falsas ou enganosas.


No Twitter, os posts enganosos terão interação com o público restrita, alcance reduzido, além do aviso de alerta para informação falsa ou duvidosa.


O YouTube informou que pode retirar conteúdos "que tenham o objetivo de enganar as pessoas sobre eleições ou vídeos contendo manipulação técnica e alterações que confundam o usuário (além de trechos exibidos fora do contexto), capazes de causar prejuízos evidentes".


"Vídeos com informações hackeadas sobre um candidato político, compartilhados com o objetivo de interferir na eleição" também podem ser excluídos.


As medidas têm foco no processo eleitoral deste domingo, ou seja, devem estar voltados apenas para notícias falsas sobre urnas, locais e data de votação e procedimentos sanitários relativos à covid-19. Os usuários poderão ajudar nas denúncias.


Leia também:


Twitter e Facebook intervêm em posts de Trump sobre vitória


Estudo aponta que meios de comunicação amplificam desinformação sobre fraude nas eleições dos EUA