Um a cada quatro americanos adultos consome notícias pelo YouTube, constata pesquisa

Redação Portal IMPRENSA | 02/10/2020 10:33

Vinte e seis por cento dos adultos americanos acessam notícias por meio do YouTube, de acordo com um estudo do instituto de pesquisa Pew Research Center. Para 13% dos entrevistados, o YouTube é a forma mais importante de obter informações.

Crédito:Pexels


O instituto analisou a plataforma, que tem mais de dois bilhões de usuários mensais, e entrevistou mais de 12 mil consumidores de conteúdo, nos Estados Unidos, em janeiro de 2020.


O Pew Research procurou saber quais os canais de notícias mais populares e o conteúdo dos vídeos publicados em dezembro de 2019.


Dos 377 mais populares, 49% pertencem a organizações de notícias, enquanto 42% pertencem a canais independentes ou criadores únicos.


Entre os consumidores de notícias, 23% disseram que costumam assistir a vídeos de veículos e canais independentes. Os meios de comunicação estabelecidos “não têm mais controle total sobre as notícias que os americanos assistem”, observa Pew.


Apesar da grande adesão ao YouTube, quase um terço dos entrevistados considera que a desinformação é um “problema muito grande” e 33% acham que é um “problema moderadamente grande”.


Os democratas foram mais propensos do que os republicanos a dizer que a desinformação e o assédio são “problemas muito grandes” na plataforma, enquanto os republicanos tinham mais probabilidade de dizer o mesmo sobre a desmonetização, censura e preconceito político.


Conteúdo e duração


A análise de conteúdo também descobriu que os estilos e o conteúdo dos vídeos de notícias variam amplamente, desde a duração até a frequência de publicação. As agências de notícias postaram um volume muito maior de vídeos, enquanto os vídeos dos canais independentes eram normalmente muito mais longos.


O relatório também observa que 44% desses canais de notícias são centrados em YouTubers, em vez de “jornalistas tradicionais”. Dos canais pertencentes a organizações de notícias, 22% eram centrados em uma personalidade. Entre os independentes, o índice subiu para sete em cada dez.


E essas personalidades, quando se analisam os canais independentes, geralmente são "YouTubers" em vez de pessoas que eram figuras públicas antes de ganharem atenção na plataforma.


A maioria dos consumidores afirma que os vídeos de notícias os ajudam a entender melhor os eventos atuais (66%) e esperam que sejam bastante precisos (73%). 


Canais independentes também são mais propensos a cobrir teorias de conspiração, como a QAnon, que afirma existir um grupo global de pedofilia e tráfico sexual que trama contra o presidente Donald Trump e tem envolvimento de jornalistas e políticos.


A teoria não tem base em fatos, mas dos 100 canais de notícias mais vistos no YouTube, 21% dos vídeos de grupos independentes mencionaram essa ou outra teoria da conspiração, enquanto o percentual foi de 2% nos vídeos de organizações de notícias tradicionais.


Para ver o estudo completo, clique aqui.


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