Crescem casos de agressão a jornalistas em meio a protestos nos EUA

Redação Portal IMPRENSA | 01/06/2020 17:15
Intensificados nos últimos dias, os protestos nos EUA pela morte de George Floyd seguem protagonizando episódios de agressão a profissionais de imprensa. 

Após a invasão da sede da CNN, em Atlanta, e a prisão do repórter Omar Jimenez , da mesma CNN, enquanto transmitia ao vivo as manifestações na sexta (28) (ele só foi solto uma hora depois, quando o governador de Minnesota interveio), outros jornalistas foram vítimas de uma série de episódios de violência ao cobrir a onda de tumulto que se espalhou pelo país.
Crédito:Reprodução AFP
Jornalista ferido por bala de borracha em Minneapolis

Reportagem da AFP publicada nesta segunda (1) informa que a jornalista independente Linda Tirado perdeu a visão de seu olho esquerdo após ser atingida por uma bala de borracha disparada pela polícia no sábado (29), em Minneapolis.

Também no sábado, um jornalista da Fox News que estava em frente à Casa Branca foi agredido e perseguido por manifestantes até que a polícia o salvasse.

Em Pittsburgh, Pennsylvania, o fotógrafo Ian Smith foi espancado por manifestantes, até que outros manifestantes o salvassem.

Já em Louisville, Kentucky, um policial das forças de choque lançou gás lacrimogêneo contra uma equipe de televisão da rede local WAVE-3.

Preocupado ante a escalada de casos de violência, o Comitê para Proteger Jornalistas (CPJ) disse em nota que as "autoridades das cidades de todo os EUA precisam ordenar à polícia que não ataque jornalistas".