Revista Azmina lança robô que monitora projetos de lei de interesse das mulheres

Kassia Nobre | 11/03/2020 12:57
A Revista Azmina lançou no último 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a robô Elas no Congresso, que monitora e divulga projetos de lei de interesse das mulheres na Câmara e no Senado.

Desta forma, qualquer pessoa poderá acompanhar as tramitações diárias de projetos de lei sobre o tema na conta do Twitter Elas no Congresso.
 
Segundo a gerente do projeto, a jornalista Bárbara Libório, o trabalho inicial foi organizar um banco de palavras-chave relacionadas aos direitos das mulheres. 

“A gente fez uma lista bem ampla de termos que possam ser usados em projetos de lei. Desde temas que são sobre a violência contra a mulher, como assédio sexual , feminicídio e violência doméstica. Até temas de direitos reprodutivos e sexuais,  como aborto e interrupção da gravidez. Além de questões de trabalho, como  licença maternidade e questões de orientação sexual, identidade de gênero”, explica. 

Crédito:Divulgação Azmina


Ao encontrar as palavras-chave, a  robô publica na conta no Twitter os detalhes do projeto:  a casa legislativa onde ela se encontra, o tipo e número da matéria, o autor, o tema principal, o status atual de tramitação e também o link para o texto do projeto.

“Dessa maneira as pessoas conseguem monitorar melhor o que está acontecendo na Câmara e no Senado”, complementa Bárbara. 

Crédito:Divulgação AzMina


O Elas no Congresso apurou que há hoje mais de 2.000 matérias em tramitação sobre direitos das mulheres no Congresso. São requerimentos, projetos de lei, emendas constitucionais e medidas provisórias que falam sobre temas como feminicídio, violência contra a mulher, direitos sexuais e reprodutivos, entre outros.

Ranking dos parlamentares
A gerente da Azmina afirma ainda que a robô é a primeira etapa de um projeto que foi selecionado pelo Google para o programa de inovação em jornalismo na América Latina. 

“A robô é a primeira etapa de um grande projeto. A gente dividiu o projeto em três fases. Em junho, a gente deve lançar um site com o ranking de parlamentares de acordo com sua atuação nas temáticas de gênero. A terceira etapa é a produção de conteúdo sobre este monitoramento que a gente faz agora. Haverá ainda o lançamento de uma newsletter para organizações que trabalham com advocacy, imprensa e para quem quer se informar sobre o monitoramento legislativo”.

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