Policiais fardados não intervieram para evitar ataque a cinegrafista

Redação Portal IMPRENSA | 13/12/2019 13:07
Uma manifestação de policiais militares e civis realizada nesta quinta, 12, em Belo Horizonte (MG) acabou sendo palco de um ataque contra o repórter cinematográfico Paulo Pires, da Rede Globo Minas. Ele cobria o evento por melhores condições para as categorias quando foi confundido com um “P2” (policial militar que atua como espião, à paisana).
Crédito:Reprodução


Em vídeo que circula nas redes sociais é possível observar que o primeiro que aborda o cinegrafista é um homem identificado como Domingos Sávio de Mendonça, coronel da reserva da PM de Minas. Em seguida Pires é cercado por cerca de dez policiais, que o acusaram de ser um infiltrado.

Mesmo tendo se identificado como empregado da Globo, mostrado seu crachá e sua identidade de jornalista, o cinegrafista teve o equipamento com o qual trabalhava tomado à força pelos manifestantes, assim como sua identidade e crachá. Policiais militares fardados que acompanhavam o protesto permitiram o ataque. O equipamento e os documentos só foram devolvidos depois da intervenção da chefia de reportagem da Globo.

Em nota a Fenaj afirma que "o cerceamento ao trabalho do repórter" é "mais um ataque aos jornalistas e ao jornalismo", "sem que autoridades tomem providências à altura". "Ao contrário, o próprio presidente da República desferiu 111 ataques a jornalistas somente este ano", diz a entidade.

A nota lembra ainda que, também em Belo Horizonte, no domingo 8/12, o fotógrafo Alexandre Guzanshe, do jornal Estado de Minas, foi agredido por uma torcedora quando cobria o jogo entre Cruzeiro e Palmeiras.

Veja abaixo o vídeo do ataque ao repórter cinematográfico Paulo Pires:

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