Antes tolerantes, redes sociais prometem rigor em postagens de autoridades e políticos

Redação Portal IMPRENSA | 17/10/2019 16:52
Outrora poupados dos sistemas de exclusão de mensagens aos quais são submetidos os demais usuários, políticos e autoridades públicas agora podem ter suas postagens removidas pelo Twitter, conforme anúncio feito pela plataforma nesta terça, 15 de outubro.

Segundo a reportagem "Twitter diz que políticos não estão acima de regras da plataforma", da editoria de tecnologia da DW Brasil, a postura atual da rede social em relação a esse assunto é diferente de junho último, quando o Twitter afirmou que postagens de líderes mundiais que violassem as normas da empresa mas tivessem "interesse público" não seriam apagadas.
Crédito:Reprodução DW
O anúncio do último dia 15 pode ter seu efeito amplificado num contexto em que o Twitter se tornou um dos canais de comunicação preferidos de líderes mundiais como Donald Trump e Jair Bolsonaro, que com frequência o utilizam para atacar adversários políticos e a imprensa.

Ainda de acordo com a matéria da DW Brasil, o Facebook também declarou anteriormente que não removeria comentários de lideranças mundiais "dignos de notícia". Mesmo em meio à crescente disseminação de desinformação, o Facebook teria chegado a isentar anúncios políticos de seu sistema de verificação de fatos. Mais recentemente, acusada de disseminar fake news, a plataforma também adotou práticas menos permissivas. 

Além do pente-fino nas postagens de líderes mundiais, o Twitter afirmou que se reserva o direito de tomar "medidas coercivas" contra tuítes ofensivos, que incluam ameaças de violência ou divulguem informações privadas. A empresa anunciou ainda que tomará medidas contra a "promoção do terrorismo" e "ameaças de violência claras e diretas". Também estão no alvo mensagens que divulgam informações como endereço ou telefone de terceiros, fotografias ou vídeos íntimos sem consentimentos e relacionadas a exploração sexual infantil ou promoção da automutilação.