Correspondentes condenam vídeo de falso Trump atirando contra a imprensa

Redação Portal IMPRENSA | 14/10/2019 15:11
A Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) condenou a exibição de um vídeo que mostra um falso Donald Trump atirando e agredindo profissionais de comunicação e oponentes políticos.

O vídeo foi exibido em uma conferência para seus apoiadores no resort Trump National Doral Miami, de propriedade do presidente. Entre os presentes estavam os principais assistentes de Trump, incluindo seu filho Donald Trump Jr., sua ex-porta-voz Sarah Huckabee Sanders e o governador da Flórida, Ron DeSantis.

Segundo imagens obtidas pelo jornal The New York Times, o vídeo mostra a cabeça de Trump sobreposta ao corpo de um homem abrindo fogo em uma “Igreja das Notícias Falsas”, com os rostos dos paroquianos cobertos com logotipos de várias organizações de notícias.
Crédito: Reprodução

“Todos os americanos devem condenar essa representação de violência direcionada a jornalistas e opositores políticos do presidente”, afirmou Jonathan Karl, presidente da associação, em comunicado.

O vídeo, que inclui o logotipo da campanha de reeleição de Trump em 2020, termina com Trump enfiando uma estaca na cabeça de uma pessoa que tem o logotipo da CNN como rosto antes de ficar de pé e sorrir.

O clipe parece ter sido editado a partir de uma cena de massacre de igreja no filme de 2014 "Kingsman: O Serviço Secreto", informou o Times.

"Infelizmente, não é a primeira vez que apoiadores do presidente promovem a violência contra a mídia em um vídeo que aparentemente acham divertido - mas é de longe o pior. As imagens mostradas são vis e horríveis", disse a CNN em uma declaração no domingo à noite. 

O grupo de ação política que sediou o evento, American Priority, afirmou em um comunicado no Twitter que não estava ciente do vídeo e não o aprovou. “Este vídeo não foi aprovado, visto ou sancionado pelos organizadores”, disse o grupo. 

A American Priority declara em seu site que apoia a liberdade de expressão, protegida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que também protege a liberdade de imprensa.

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, escreveu em um post no Twitter que Trump ainda não havia visto o vídeo, mas o condenou “com base em tudo o que ouviu”.


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