Liberdade de imprensa diminui no Brasil, revela ranking internacional

Redação Portal IMPRENSA | 18/04/2019 09:51

A organização Repórteres Sem Fronteiras divulgou hoje (18) a nova edição do seu ranking de liberdade de imprensa e a situação do Brasil piorou. No atual levantamento, o país ocupa a 105ª posição, três abaixo da que estava em 2018. 

Crédito: Reprodução/RSF

Entre os motivos para a queda está a tensão política registrada na última campanha eleitoral, no ano passado. "No Brasil (105ºª, -3), desde a campanha eleitoral, a imprensa se tornou um alvo para os partidários de Jair Bolsonaro, tanto no campo virtual quanto físico", ressalta o documento. 


A publicação apresenta ainda um alerta para o panorama geral no país. "A eleição de Jair Bolsonaro em outubro de 2018, após uma campanha marcada por discursos de ódio, desinformação, ataques à imprensa e desprezo pelos direitos humanos, é um prenúncio de um período sombrio para a democracia e a liberdade de expressão no país", explica a organização. 


Outros países latino-americanos também registraram queda no ranqueamento. É o caso da Venezuela, que em meio à crise política e social do governo Nicolás Maduro perdeu cinco posições e atualmente está em 148º lugar. 


Mesmo os Estados Unidos também sofreram queda. Com um discurso abertamente contrário à imprensa encampado pelo presidente Donald Trump, o país caiu três posições no ranking e estão em 48º lugar. 


"Se o debate político desliza subrepticiamente ou manifestamente a um ambiente de guerra civil, na qual os jornalistas fazem o papel de vítimas expiatórias, os modelos democráticos estão em grande perigo", destaca Christophe Deloire, secretário-geral da RSF. 


A Noruega lidera a classificação com a melhor classificação mundial de liberdade de imprensa. Contudo, de acordo com o relatório, apenas 24% dos países podem ser considerados em boa situação. No ano passado, 26% dos países ou territórios analisados estavam nessa situação.

 

O Brasil, assim como os Estados Unidos estão na chamada zona de "situação problemática".

Acesse a íntegra do documento.  


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