Livro de Eliane Brum é finalista no Prêmio Ryszard Kapuscinski de Reportagem Literária

Redação Portal IMPRENSA | 05/07/2021 11:27
O livro "O colecionador das almas sobradas", uma coletânea das melhores reportagens da jornalista Eliane Brum, está entre os cinco finalistas do Prêmio Ryszard Kapuscinski de Reportagem Literária, uma das premiações mais importantes da Europa. 

Nesta fase final, Eliane Brum concorrerá com as escritoras Jessica Brudar, Jelena Kostiuczenko,  Karolina Sulej e Matilda Vos Gustavsson - pela primeira vez em 12 edições, apenas mulheres disputarão o grande prêmio. 
Crédito:Editora Arquipélago/Divulgação
Eliane Brum
Livro de Eliane Brum é finalista em prêmio de jornalismo literário
Os relatos indocados descrevem problemas do mundo moderno, como a pobreza nas grandes cidades e a violência contra mulher. O vencedor, que leva 100 mil zlotys (moeda polonesa), cerca de R$ 133 mil, será conhecido em setembro. Os tradutores das obras também recebem um valor. 

O trabalho da brasileira foi escolhido entre 128 livros de 41 editoras - apenas dois deles, em português. A grande maioria dos inscritos (93) eram de autores poloneses. 

Nas redes sociais, Eliane comemorou. "Quero compartilhar com vocês que meu livro - "O colecionador das almas sobradas" - avançou mais uma etapa no Prêmio Ryszard Kapuscinski de Reportagem Literária, um dos prêmios mais importantes da Europa. Está agora entre os cinco finalistas, em excelente companhia. Este prêmio é muito bacana porque já premia nesta etapa. Cada um dos cinco finalistas já recebe um prêmio e não só o autor do original, mas também o tradutor, que também é considerado um autor, o que está corretíssimo. Então, eu e o Gabriel Borowski, que traduziu o livro para o polonês, fomos premiados", contou. 

Além da edição em polonês, "O colecionador das almas sobradas" também foi publicado em inglês nos Estados Unidos, e em Italiano. Segundo a jornalista, uma edição será lançada em breve também em Taiwan. 

Para Eliane, a tradução em outras línguas é uma forma de "derrubar muros". "Há uma estatística que todos repetem, mas que nunca consegui encontrar a fonte, então tem que olhar para ela com um pouco de suspeição, de que apenas 3% dos livros publicados em inglês são de autores não anglófonos. E, nestes 3%, estariam todas as outras línguas. Então, isso já era incrível para mim", disse, em entrevista ao portal Matinal News, de Porto Alegre, após as primeiras traduções serem lançadas. 

"Estou muito feliz, porque, como escrevo na apresentação do livro, precisamos derrubar muros. Mais do que nunca, precisamos derrubar os muros que os déspotas deste momento histórico não param de construir. Ser traduzida em outras línguas é uma forma de derrubar muros."

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