Estudo aponta que notícias falsas circulam três vezes mais que as verdadeiras

Redação Portal IMPRENSA | 30/05/2016 17:30
Uma pesquisa publicada pelo American Press Institute mostrou que informações falsas tendem a circular três vezes mais do que as verdadeiras que buscam corrigi-las. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da universidade de Columbia, nos EUA, analisaram cerca de cem mil publicações no Twitter.

Crédito:Reprodução
Notícias falsas circulam com facilidade, mostra estudo

Segundo a Folha de S.Paulo, alguns casos serviram de base para o estudo, a exemplo do boato que circulou nos Estados Unidos de que o vírus Ebola havia sofrido mutação e poderia ser transmissível a longas distâncias. A cada três publicações espalhando a mentira, apenas uma desmentia a informação.

Outro caso foi o falso dado de que o plano de saúde pública, implementado por Barack Obama em 2014, iria gerar dois milhões de desempregados. Apenas um a cada nove tuítes dizia que se tratava de uma notícia falsa.

No Brasil, nas semanas que antecederam a votação da admissibilidade do impeachment de Dilma Rousseff, houve um surto de informações falsas na internet. Três delas chegaram a figurar entre as que mais circularam na rede social.

A pesquisa concluiu ainda que as mentiras têm prazo de validade e que, apesar do impulso inicial, elas perdem força com o tempo. Depois do pico inicial de desinformação, a circulação da informação correta começa a alcançar a falsa.

Outro ponto abordado pelo estudo foi a criação proposital de falsas notícias. Como grande parte das pessoas hoje se informam através das redes sociais e, mais que isso, reproduzem informações sem checar se estão corretas, marqueteiros políticos e outros tipos de interessados se aproveitam para disseminar boatos.

Por isso, a pesquisa chama atenção para a necessidade de se investir em media literacy, que nada mais é do que educar a população para que ela se acostume a checar as informações antes de passa-las adiante.


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