CPI dos Crimes Cibernéticos diz que governo fez propaganda em sites piratas

Redação Portal IMPRENSA | 09/10/2015 13:30
Durante uma audiência pública na CPI dos Crimes Cibernéticos, o deputado Sandro Alex (PPS-PR), um dos sub-relatores da comissão, apresentou dados que comprovariam o financiamento de sites piratas por meio de publicidade, inclusive do governo federal. 

Crédito:Agência Câmara
CPI comprovou publicidade do governo em sites piratas

De acordo com o "Jornal da Globo", o levantamento realizado pelo órgão identificou mais de 500 sites que oferecem conteúdo criminoso - desde filmes piratas até pornografia. Os endereços permitem download gratuito sem pagamento de direitos autorais.

Segundo o deputado, os 50 maiores receberam apenas neste ano mais de 1 bilhão de visitas. Entre os citados, estavam propagandas do programa Mais Médicos, da campanha Pátria Educadora e da Caixa Federal. 

Os anúncios do governo federal são distribuídos nas mídias digitais automaticamente por meio uma ferramenta intitulada mídia programática, que leva em conta as audiências dos sites. Porém, a ferramenta não faz distinção entre site lícitos e ilícitos, o que faz com que a publicidade seja incluída também em sites piratas com grandes audiências.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, afirmou que o governo não sabia dos anúncios em páginas ilícitas. As propagandas vão para as páginas mais acessadas. Entretanto, ressaltou que haverá mudanças. Os sites serão rastreados para descobrir os responsáveis pela propaganda ilegal.

“É evidente que o governo jamais contratou sites ilegais. Nós não sabíamos, nós vamos apurar porque, no nosso entender, isso é grave. As marcas do governo federal só podem ser utilizadas quando o governo federal as autoriza. Portanto, a utilização indevida das marcas do governo federal caracteriza crime", explicou.

O sub-relator pediu que Edinho Silva encaminhe à CPI uma lista dos sites nos quais o governo veiculou propagandas desde 1º de janeiro de 2011, dia em que teve início o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. 

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